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Mulher acusa professor da UFMG de humilhar marido cadeirante: ‘Espero que você ande muito por aí’

Após denúncia em rede social, universidade abriu investigação para apurar supostas ofensas

Minas Gerais|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A UFMG investiga ofensas de um professor contra um cadeirante, após denúncia em rede social.
  • O incidente ocorreu quando o cadeirante Pedro e sua família enfrentaram um carro estacionado na rampa de acesso.
  • Após abordagens, o professor fez comentários desrespeitosos sobre a condição física de Pedro.
  • A OAB/MG condenou as violações ocorridas e destacou a importância dos direitos das pessoas com deficiência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mulher usou as redes sociais para denunciar violência sofrida pelo marido cadeirante; professor não teve a identidade revelada Reprodução/Instagram @cozinha_santoantonio

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) abriu uma investigação para apurar supostas ofensas e atos discriminatórios proferidos por um professor de engenharia da universidade contra uma pessoa com deficiência.

“A UFMG confirma que recebeu, por meio de sua ouvidoria, denúncia sobre o caso, que seguirá a devida tramitação administrativa na Instituição, com rigor na apuração dos fatos, observância dos ritos processuais, e adoção de todas as providências cabíveis, na forma da lei”, disse a universidade em comunicado.

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Segundo relatos feitos por meio da rede social do restaurante Cozinha Santo Antônio, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, um homem cadeirante, identificado como Pedro, sua esposa e sua cuidadora, caminhavam em direção ao estabelecimento quando se depararam com um carro estacionado em frente à rampa destinada a cadeirantes.

Ao abordar o dono do veículo, que frequentava um bar à frente, ele retirou o carro mas zombou da condição física de Pedro.

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“Tchau cadeirante! Espero que você ande muito por aí”, teria dito.

Ainda segundo o relato, o homem teria voltado à noite no restaurante Santo Antônio para proferir novas ofensas. O professor, que não teve o nome revelado, seria também consultor do governo de Minas.

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“(Ele) Entrou altivo e com um sorriso no rosto, achei que iria pedir desculpa, mas ele se aproximou bem perto de mim e disse: “E aí ele voltou a andar?”, contou.

Toda a ação teria sido registrada por meio de câmeras, com testemunhas, e um boletim de ocorrência foi registrado em delegacia especializada.

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A Comissão Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/MG também divulgou nota em apoio à família do cadeirante:

“O relato expõe uma sucessão de violações que não podem ser naturalizadas: estacionamento sobre faixa de pedestres, obstrução da rampa de acesso, equipamento essencial de acessibilidade, e falas que banalizam e deslegitimam a condição física de uma pessoa com deficiência. Não se trata de exagero. Trata-se de direito”, afirmou.

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