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Tensão e esforço de pacificação marcam estreia oficial da campanha

Pedido de vista suspende andamento de inquéritos contra Bolsonaro, que deve comparecer à posse de Alexandre de Moraes no TSE nesta terça

Christina Lemos|Do R7

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Solenidade de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE será nesta terça
Solenidade de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE será nesta terça

As próximas 48 horas em Brasília marcarão o índice de sucesso do esforço entre articuladores dos três poderes para pacificar o ambiente que antecede a largada oficial para a campanha eleitoral deste ano. A tendência é que o presidente Bolsonaro compareça nesta terça-feira (16) à solenidade de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE, e de Ricardo Lewandowski na vice-presidência. Ambos foram pessoalmente a Bolsonaro na semana passada para levar o convite. O protocolo não prevê discurso do chefe do Executivo na solenidade.

Como parte do movimento informal de conciliação, o ministro do Supremo, André Mendonça, pediu vista de inquéritos que apuram a atuação do presidente Bolsonaro. A iniciativa, na prática, suspende a tramitação de um pacote de investigações que devem ser mantidas em compasso de espera enquanto transcorre o período eleitoral. A pausa no rito judicial permite baixar a temperatura do ambiente político e sinaliza que o Judiciário faz sua parte.


Bolsonaro é a figura central de quatro inquéritos no STF, três deles relatados por Alexandre de Moraes. O pedido de vista de Mendonça suspende o andamento de 20 recursos cuja análise se iniciaria a quatro dias da abertura da campanha eleitoral. Dessa forma, dez recursos relacionados ao inquérito das fake news e oito, ligados ao procedimento que apura ataques às instituições no 7 de Setembro de 2021, ficam em suspenso até que o ministro libere os temas para a retomada da tramitação.

A lista ainda inclui um recurso relativo ao inquérito sobre a fala do presidente Bolsonaro que associava a vacina contra a Covid-19 ao risco de contrair Aids. E ainda um recurso no procedimento que investiga a suposta participação do presidente no vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal.


A distensão entre Executivo e Judiciário é considerada crucial para prevenir uma escalada nas hostilidades que pode ter impacto no processo eleitoral, inclusive com atos de violência entre eleitores. As etapas para a construção de um ambiente de normalidade política incluem os eventos do 7 de Setembro. Desta vez, o deslocamento do presidente Bolsonaro ao Rio de Janeiro é o diferencial e é acompanhado com apreensão.

Ato ocorrido na avenida Paulista, no ano passado, resultou no pior momento das relações entre os dois poderes, quando, em discurso inflamado, Bolsonaro atacou o STF e declarou que não obedeceria a ordens judiciais.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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