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Polícia encontra ossos em casa de suspeita de sequestrar grávida no Rio

Ossos vão passar por exame de DNA para identificar vítima, diz delegada

Rio de Janeiro|Do R7

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Rayanne desapareceu após sair para buscar doações
Rayanne desapareceu após sair para buscar doações

A Polícia Civil encontrou, na casa de Thaina da Silva Pinto, de 21 anos, ossos queimados que podem ser de Rayanne Cristini, grávida desaparecida desde o dia 13 deste mês. Segundo a delegada Ellen Souto, da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), também foi encontrado um vestido que foi reconhecido como o utilizado pela jovem no dia do desaparecimento. Os ossos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal), onde deve passar por perícia para tentar identificar a vítima. A delegada informou que, segundo o IML, os fragmentos são de um corpo feminino. 

Raynne sumiu após sair de casa, em Padre Miguel, na zona oeste do rio, para buscar doações com uma mulher que havia conhecido em uma rede social. Ela se encontrou com a suspeita na Central do Brasil, de onde se dirigiram para a casa de Thaina, em Magé, na Baixada Fluminense. Thaina foi presa na semana passada.


De acordo com a delegada, na casa da suspeita foram encontrados, além dos ossos e do vestido, facas sujas de sangue dentro de uma máquina de lavar, além de manchas de sangue por toda a casa. As investigações apontam que Thaina queria induzir o parto de Rayanne para ficar com a criança.

A polícia diz que, desde o desaparecimento da vítima, no último dia 13, a família dela tem recebido telefonemas com falsas informações sobre o paradeiro da jovem, além de ataques racistas e mensagens de ódio.


Suspeita mentia que estava grávida

Segundo a delegada, Thainá mentia para a família dizendo que estava grávida. Nas redes sociais, a suspeita postava fotos de enxoval e dizia que o nome da filha que estava esperando era Laura. Na casa dela, os policiais encontraram um laudo que dizia que ela tinha ovário policístico, o que dificultava sua gravidez, principalmente pela falta de tratamento.


A delegada também disse que Thaina acreditava que Rayanne estava grávida de oito meses e meio, e por isso, com ajuda do marido Fábio e de outro familia, teria induzido o parto da vítima, que possivelmente terminou em tragédia, já que Rayanne estava grávida de sete meses. Para a delegada, a vítima foi esquartejada e incinerada.

Fábio Luiz de Souza, o marido de Thaina, foi preso no sábado (24) por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Denúncias recebidas pela DDPA apontam que ele e um outro familiar da suspeita foram vistos saindo da casa com sacolas. Ellen Souto diz que Fábio afirmou que sabia que a mulher não estava grávida, e que disse em depoimento informal que o único erro da vida dele "foi ter casado com aquela mulher doente".

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