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Capital paulista registra mais cinco mortes por causa da dengue

No total, cidade teve 13 mortes em 2015; prefeitura diz que pico da doença já foi superado

São Paulo|Do R7

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Cerca de 37% dos casos foram registrados na zona norte da cidade
Cerca de 37% dos casos foram registrados na zona norte da cidade

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (21), mais cinco mortes por dengue na cidade, o que eleva para 13 o número total de óbitos no ano. De 1º de janeiro ao dia 8 de maio, 57.794 paulistanos foram infectados pela doença, quase o triplo de registros do mesmo período do ano passado. A secretaria anunciou, no entanto, que o pico da doença foi superado e que já se observa redução no número de casos semanais, como explicou Paulo Puccini, secretário municipal adjunto da Saúde.

— A queda da temperatura e, principalmente, nosso trabalho conjunto com o exército e com a sociedade na eliminação dos criadouros do mosquito teve esse impacto de diminuição dos casos.


Ele afirmou que as ações de controle da epidemia permitiram que se invertesse a tendência de crescimento da doença já na 14ª semana epidemiológica, o que costuma ocorrer somente na 16ª.

— Apesar dessa queda, não podemos baixar a guarda na prevenção. A crise hídrica deverá se agravar no inverno e as pessoas vão continuar armazenando água. Temos que continuar o trabalho de conscientização para termos um quadro mais brando de dengue no ano que vem.


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Entre as novas vítimas fatais da dengue estão três homens, de 56, 69 e 79 anos, e duas mulheres, de 32 e 55 anos. Dois eram moradores do Rio Pequeno (zona oeste) e os demais viviam nos bairros da Brasilândia, Pirituba (zona norte) e Itaim Paulista (zona leste).


Cerca de 37% dos casos foram registrados na zona norte da cidade, região mais afetada. Apesar da redução de casos, a cidade tem, no acumulado do ano, recorde de bairros com índice de incidência da doença no nível de epidemia. Dos 96 distritos paulistanos, 54 tem taxa superior a 300 casos por 100 mil habitantes.

Como a incidência da doença começou a cair, a secretaria decidiu encerrar gradativamente o funcionamento das dez tendas emergenciais de atendimento. Três já foram fechadas na semana passada e outras duas serão desativadas nesta sexta-feira (22).


— No período de pico tínhamos até 200 atendimentos por dia em cada tenda. Agora, o número caiu para 60 em algumas, o que não justifica a manutenção desse serviço. Essa demanda pode ser facilmente absorvida pela nossa rede.

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