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Condenada por morte de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá tem “comportamento exemplar” na cadeia

Madrasta de Isabella poderá cumprir a pena em regime semiaberto

Do R7

Anna Jatobá está presa desde 2008. Ela e o marido, Alexandre Nardoni, foram condenados pelo crime em 2010
Anna Jatobá está presa desde 2008. Ela e o marido, Alexandre Nardoni, foram condenados pelo crime em 2010 Wether Santana/Estadão Conteúdo - 05/11/2008

Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni, foi submetida a exame criminológico e teve resultado favorável ao pedido de progressão de regime. Nesta segunda-feira (17), a Justiça concedeu o direito de Anna Carolina cumprir pena em regime semiaberto. Para o atestado de bom comportamento, Anna Carolina foi avaliada pelo Assistente Social, Psicóloga, Psiquiatra, bem como diretoria de disciplina, trabalho e educação. Todos se manifestaram pela concessão do benefício.

De acordo com parecer do 3º Promotor de Justiça de Taubaté, Luiz Marcelo Negrini De Oliveira Mattos, "não há no prontuário da sentenciada qualquer fato que desabone sua conduta na unidade na qual se encontra, inexistindo ainda registro de falta por ela eventualmente praticada; de forma inversa, seu comportamento é exemplar, não havendo óbice para que o seu mérito seja reconhecido nesse sentido, não podendo a análise do pleito sucumbir à opinião pública".

O promotor destaca, ainda, que "a gravidade do crime e suas consequências, por mais nefastas e repugnantes que sejam, não podem prevalecer nessa fase, quando não mais consideradas pela lei aplicável para se verificar a possibilidade de progressão".

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"Da mesma forma, a convicção pessoal deste representante do Ministério Público, no sentido de ser a lei que trata da progressão por demais benéfica, e em especial para casos como o em tela, não pode se sobrepor à intenção do legislador, já que o objetivo primordial e único, queiramos ou não, é a sua aplicação, da forma como prevista".

O promotor esclarece, ainda, "que a progressão ao regime intermediário não significa liberdade, devendo a sentenciada amargar ainda longos anos no sistema prisional antes de galgar a liberdade — com a possibilidade, inclusive, de regressão —, período esse durante o qual esperamos reflita sobre o bárbaro crime por ela perpetrado".

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