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Nível do Cantareira cai mais uma vez e chega a 14,6%

Para combater estiagem histórica, governador quer usar água do rio Paraíba do Sul

São Paulo|Do R7

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Com estiagem, água útil do reservatório pode acabar em julho
Com estiagem, água útil do reservatório pode acabar em julho

O nível de água no Sistema Cantareira voltou a cair e atingiu mais uma vez o pior índice da história. De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o nível do reservatório nesta quinta-feira (20) chegou a 14,6 %. No ano passado, o nível estava em 60,1%. Nesta quarta-feira (19), o nível estava em 14,7%.

Para combater a seca, o Estado de São Paulo apresentou nesta quarta-feira um projeto — previsto apenas para 2020. A interligação dos reservatórios de Atibainha (pertencente ao Sistema Cantareira) com a represa de Jaguari (que armazena água do rio Paraíba do Sul, no Vale do Paraíba) é apontada como uma das possibilidades para que SP não sofra nos próximos anos em épocas de estiagem.


O rio abastece algumas cidades do Vale do Paraíba, Minas Gerais e do Rio de Janeiro e o projeto apresentado pelo governador Geraldo Alckmin divide opiniões. Em 2011, o Ministério Público Federal em Campos (RJ) recomendou que o projeto não fosse realizado sem ser discutido com todas as regiões afetadas. Nesta quarta-feira, o diretor de tecnologia, empreendimentos e meio ambiente da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, disse que o volume de água enviado ao Rio de Janeiro é "excedente".

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As obras para interligar os dois reservatórios ainda dependem de pareceres favoráveis da ANA e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Após isso, o governo terá que obter licenças ambientais e licitar o projeto. O governador prevê que, se não houver impasses, os trabalhos comecem dentro de quatro meses e sejam concluídos 14 meses após o início.


Inverno

A aposta do governo para garantir o abastecimento aos cerca de 8 milhões de consumidores atendidos pelo Sistema Cantareira está no próprio reservatório. O governo iniciou obras para utilizar o chamado “volume morto” das represas. Essa reserva técnica deverá estar disponível a partir de maio, segundo a Sabesp. As obras deverão custar R$ 52 milhões.

O “volume útil” do Sistema Cantareira pode se esgotar em julho, caso o cenário de chuvas não se altere. Outono e inverno costumam ser estações mais secas, o que diminui a chance de aumento do nível dos reservatórios. 

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