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Adolescente é forçada a engravidar com esperma comprado pela mãe na internet

Caso chocou a Inglaterra e mãe foi condenada a cinco anos de prisão

Saúde|Do R7

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Menina de 16 anos foi obrigada a fazer inseminação artificial desde os 14 anos de idade pela própria mãe
Menina de 16 anos foi obrigada a fazer inseminação artificial desde os 14 anos de idade pela própria mãe

Uma mãe forçou a filha adotiva, de 16 anos de idade, a engravidar por meio de uma inseminação artificial com esperma comprado pela internet. A notícia foi publicada no jornal inglês deste domingo (28) The Guardian.

De acordo com a publicação, a adolescente aceitou a situação por medo da mãe. Aos 14 anos e virgem, ela já havia abortado, depois de passar pelo mesmo procedimento. O jornal ainda afirma que ao longo destes dois anos a menina havia se inseminado sete vezes "sozinha no quarto usando seringas de sêmen preparadas pela mãe".

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Na primeira vez, o sêmen foi oferecido porém com um doador que "havia ido até sua casa. Porém, nas demais tentativas até a gravidez foram utilizados esperma comprados em um banco internacional.

Quando ela ficou grávida aos 16 anos, os médicos foram informados de que ela tinha passado a noite com um rapaz que abandonou e que havia viajado ao exterior.

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Ainda segundo a publicação, a verdade só foi descoberta no momento do nascimento da criança por causa do comportamento "agressivo e insensível" da mãe. De acordo com os médicos que fizeram o parto, a mulher tentou impedir que sua filha de amamentar o recém-nascido. Percebendo a relutância da adolescente em entregar o bebê para a mãe, os especialista chamaram responsáveis do governo que protegem as crianças.

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A mulher tinha quatro filhos. Ela havia adotado três crianças quando ainda eram bebês no exterior, duas vezes quando ela era casada e uma vez como estava solteira. Ela havia optado por não dar à luz por causa de um problema de saúde, além de ter se feito cirurgia para não ter mais filhos por própria vontade.

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Prisão da mãe

Detalhes deste caso chocante surgiram depois de uma decisão judicial que condenou a mãe a cumprir cinco anos de prisão. O texto da alta corte inglesa colocaram em questionamento as brechas em adoções internacionais e regulação do tráfego global de esperma. O caso tramitou em segredo de justiça. Apesar de a história ter surgido na imprensa, a mulher não pode ser identificada para preservar a filha e o neto.

Em sua sentença, o juiz Justice Jackson disse que não conseguia entender como uma mãe "poderia se comportar de uma maneira tão má e egoísta com uma criança vulnerável”.

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De acordo com o acórdão, a filha "ficou grávida, a pedido de sua mãe, usando esperma de um doador comprado pela mãe, com a finalidade de fornecer uma quarta criança para a mãe para trazer como seus próprios".

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