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Cooperativa amazônica agrega 300 famílias unindo produção de alimentos e respeito pela floresta

Sérgio Lopes, fundador do projeto Reca, destaca o encontro entre seringueiros e migrantes oriundos de diversas partes do Brasil

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A cooperativa Reca une mais de 300 famílias na preservação da floresta amazônica.
  • Sérgio Lopes destaca a importância do encontro entre migrantes e seringueiros para o convívio com a natureza.
  • O projeto valoriza plantas nativas, promovendo o cultivo sustentável e a recuperação ambiental.
  • A cooperativa garante assistência técnica e gestão coletiva, fortalecendo a qualidade do trabalho produtivo.

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A cooperativa Reca é um exemplo de como o cooperativismo pode transformar vidas ao unir mais de 300 famílias em torno da preservação da floresta amazônica. Localizada na divisa entre Rondônia, Acre, Amazonas e Bolívia, a 360 km de Porto Velho e 150 km de Rio Branco, a iniciativa foca no reflorestamento por meio do cultivo sustentável de frutos nativos.

Em entrevista ao Record News Rural, Sérgio Lopes, produtor familiar e fundador do projeto, destaca que o encontro entre migrantes vindos de diversas partes do Brasil com os seringueiros locais foi essencial para desenvolver a melhor maneira de viver em harmonia com a natureza.


Placa grande em área gramada anuncia “Reca Amazônia”. Texto destaca venda de produtos orgânicos como polpas de fruta, palmito em conserva, doces, castanhas, óleos vegetais, salgados, sucos naturais e artesanato. Ao fundo, árvores e prédio completam o cenário.
Estrutura organizacional da cooperativa permite assistência técnica contínua aos produtores associados Reprodução/Record News

O projeto surgiu quando os novos moradores perceberam que culturas tradicionais não se adaptavam bem ao clima local. Aprendendo com os extrativistas regionais sobre plantas nativas como castanha-do-pará e cupuaçu, eles conseguiram agregar valor aos produtos cultivados. “É um aprendizado mútuo. Hoje o Reca é composto por famílias migrantes e famílias extrativistas”, diz.

Além disso, desde 2012 o projeto recebe créditos pela manutenção das florestas intactas por meio dos serviços ambientais prestados. “A gente aprendeu a amar a floresta com os seringueiros, a ter respeito pelas árvores. E a gente percebeu que era possível montar uma floresta de alimentos. Então, nós trouxemos para o nosso roçado a pupunha, o cupuaçu, o açaí, a castanha, as florestas”, comenta.


A estrutura organizacional da cooperativa permite assistência técnica contínua aos produtores associados. Todo processo produtivo é gerido pelo Reca, desde transporte até beneficiamento dos produtos agrícolas, garantindo maior eficiência econômica coletiva enquanto distribui lucros anuais.

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Com organização social baseada nas experiências sindicais anteriores trazidas pelos fundadores nos anos 80, reuniões frequentes garantem a participação ativa dos membros envolvidos. Segundo o produtor, é necessário pôr a mão na massa para ter um trabalho com qualidade.


“Primeiro passo é ter vontade de conversar, de se encontrar, de querer realmente unir as forças. Perceber que a gente pode dominar uma parte do processo, mas todo processo é impossível, todo processo produtivo. E que é necessário arregaçar as mangas, mas principalmente se revestir de muito respeito, muito carinho pelos vizinhos, pelos amigos, pelos outros”, finaliza.

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