Foz do Amazonas: estudo indica perda de R$ 47 bi por exploração de petróleo na Amazônia
Organização estima custo de oportunidade bilionário e considera que investimento em energias renováveis resultaria em mais benefícios
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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A busca por petróleo na Foz do Amazonas tem um custo de oportunidade de R$ 47 bilhões, segundo estudo inédito divulgado pela ONG (Organização Não Governamental) WWF-Brasil, nesta quinta-feira (23).
A pesquisa, feita a partir da análise de custo-benefício usada pelo governo federal para avaliar investimentos públicos, considera que a exploração de petróleo na região pode resultar em desempenho econômico inferior se comparado a investimentos equivalentes em energia renovável e biocombustíveis.
A análise leva em conta retornos sociais, sem foco em lucros de investidores privados ou por meio de impostos. O prejuízo também estima custos climáticos a partir das expectativas de aumento nas emissões poluentes, caso haja confirmação de petróleo na Margem Equatorial — faixa litorânea que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.
A pesquisa revela, ainda, que investimentos em petróleo preveem perdas médias de R$ 22,2 bilhões para a sociedade, enquanto aqueles em energia renovável levariam a benefícios estimados de R$ 24,8 bilhões. A comparação entre o prejuízo e o valor que deixa de ser obtido chega a R$ 47 bilhões.
A ONG destaca que questões estruturais estão por trás desses resultados. “A rota fóssil prioriza extração e uso de recursos não renováveis, com altos impactos ambientais, mas a grande evidência do estudo é o custo financeiro dessa escolha. E, quando inserimos na conta as consequências climáticas e sociais, os prejuízos podem ser bilionários”, enfatiza Ricardo Fuji, especialista em Conservação da WWF-Brasil e um dos coordenadores do estudo.
Em outra frente, a organização também avalia que lucros a partir de uma possível extração de petróleo na Amazônia só chegariam ao mercado em décadas, quando outros países deverão ter foco maior em energias renováveis. Assim, a avaliação é de que o cenário internacional torne essa extração obsoleta.
“As rotas renováveis distribuem benefícios em cadeias descentralizadas, com emissões no ciclo de vida até 80% menores e maior potencial de desenvolvimento regional”, completa Ricardo.
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