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Deputados ignoram confusão e Comissão de Direitos Humanos discute contaminação em cidade baiana

Houve prisão de manifestante, empurra-empurra e até agressão a jornalistas e cinegrafistas

Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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Após troca de sala, Comissão de Direitos Humanos ignora protestos e agressão
Após troca de sala, Comissão de Direitos Humanos ignora protestos e agressão

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP) retomou a sessão por volta de 15h10 desta quarta-feira (27). Mesmo com a confusão entre manifestantes e a polícia legislativa nas duas portas da sala, os deputados iniciaram uma audiência pública sobre a contaminação do solo por chumbo em Santo Amaro da Purificação (BA).

Dentro da sala, o clima é de tranquilidade. Os convidados falam sobre a contaminação e os prejuízos para os trabalhadores da indústria.


Fora da sala, nas duas entradas, vários seguranças da Casa estão barrando a entrada de manifestantes, parte da imprensa e assessores.

A confusão é grande e alguns manifestantes e trabalhadores de diferentes veículos de comunicação reclamam de agressão por parte dos seguranças. Os tripés das câmeras da TV Record e da TV Brasil foram quebrados e alguns repórteres reclamam de terem sido agredidos enquanto tentavam entrar na sala.


Feliciano abriu a sessão da audiência pública e se sentou para assistir junto com outros deputados. Ele não quis comentar a confusão.

Mais cedo, o deputado pediu a prisão de um dos manifestantes que o acusou de racismo e disse que a Câmara "é uma Casa de decência" e que manifestações são permitidas, "mas perturbação à paz, não".


Depois de uma reunião de praxe do PSC na última terça-feira (26), Feliciano ganhou o apoio do partido para permanecer no comando da Comissão de Direitos Humanos. Líderes de partidos, porém, se reuniram ontem para discutir a polêmica e tentar encontrar uma solução após pedido do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN). 

Senhas


Para evitar confusões como a de hoje e a da semana passada, quando Feliciano se irritou com os gritos que pediam sua renúncia e decidiu abandonar a sessão, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados liberou apenas 40 senhas para os manifestantes nesta quarta-feira (27).

Nesta quarta-feira, antes da confusão, eram 20 favoráveis à continuidade de Feliciano na presidência da Comissão e 20 contrários à proposta.

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