Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Lava Jato: Eike Batista já é considerado foragido da PF

Defesa informou que ele está em viagem internacional, mas vai se entregar quando retornar

Brasil|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Agentes entraram na casa do empresário por volta das 6h30
Agentes entraram na casa do empresário por volta das 6h30

O empresário e dono do grupo EBX, Eike Batista, é alvo da Operação Eficiência, um desdobramento da Calicute e da Lava Jatonesta quinta-feira (26). Agentes da PF (Polícia Federal) foram até a casa dele, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para prendê-lo, mas não o encontraram. Eike já é considerado foragido.

Por volta das 6h, agentes entraram na mansão de Eike Batista, mas não o encontraram. A defesa do empresário informou que ele está fora do País, mas que ele vai se entregar à polícia quando retornar.


São cerca de 80 policiais federais em ação, que cumprem 9 mandados de prisão preventiva (entre eles, o de Eike Batista), quatro conduções coercitivas e 22 mandados de busca e apreensão. Todos foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

Além de Eike, também foram determinadas as prisões do advogado Flávio Godinho, vice-presidente do Flamengo; Álvaro Novis; Sérgio de Castro Oliveira; Thiago Aragão (Ancelmo Advogados) e Francisco Assis Neto. Também são alvos da Eficiência o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, o ex-secretário de governo da gestão Cabral, Wilson Carlos, e o operador financeiro e ex-sócio do ex-governador do Rio Carlos Miranda — todos presos no Rio de Janeiro.


As conduções coercitivas (depoimentos obrigatórios) miram Susana Neves, ex-mulher de Cabral, e Maurício Cabral, irmão do ex-governador, Eduardo Plass (TAG Bank e gestora de recursos Opus) e de Luiz Arthur Andrade Correia, preso na 34ª fase da Lava Jato em setembro.

As apreensões ocorrem em endereços residenciais ou comerciais de Susana Neves, Maurício Cabral e dos seis presos sem mandado anterior.


Esta não é a primeira vez que Eike Batista é alvo da PF. Em fevereiro de 2015, agentes federais foram à casa do empresário e levaram documentos, dinheiro, obras de arte, veículos de luxo, lanchas e computadores. Na época, também foram confiscados um piano e R$ 80 mil. 

Até mesmo a ex-modelo Luma de Oliveira, ex-mulher com quem Eike permaneceu casado por mais de 10 anos, foi alvo dos agentes federais. Em maio de 2015, porém, a Justiça Federal determinou a devolução dos carrões e os outros bens a Eike.


Investigação

Iniciada a partir de colaborações premiadas, a investigação se concentra no ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB), líder do esquema, conforme o MPF (Ministério Público Federal), e aponta para crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro por causa da ocultação de aproximadamente US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões) em contas no exterior — boa parte dos valores já foi repatriada. Grandes empresários estão entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada.

Os procuradores do MPF informaram que a organização criminosa liderada por Cabral movimentou, em dez meses (agosto de 2014 a junho de 2015), R$ 39,7 milhões — aproximadamente R$ 4 milhões por mês.

"A remessa de valores para o exterior foi contínua entre 2002 e 2007, quando Cabral acumulou US$ 6 milhões (R$ 20,4 milhões). Mas esse alto valor em nada se compararia às surreais quantias amealhadas durante a gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro, quando ele acumulou mais de US$ 100 milhões em propinas, distribuídas em diversas contas em paraísos fiscais no exterior”, afirmam os procuradores e coautores da petição da Operação Eficiência.

"Sua organização criminosa foi extremamente bem sucedida em seus objetivos, amealhou imensa fortuna distribuída a seus membros. E parte desses valores se descortina com esta medida cautelar", completam.

Com o auxílio de colaboradores, o MPF já conseguiu repatriar cerca de R$ 270 milhões, que estão à disposição da Justiça Federal em conta aberta na Caixa. A força-tarefa solicitou cooperação internacional para o bloqueio e posterior repatriação dos valores ainda ocultos em outros países.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.