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Especialista afirma que Plano Clima será a ‘coluna dorsal’ da política ambiental brasileira

Marta Salomon avalia que atraso na aprovação não é um sinal ruim e está otimista com o futuro

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aprovado em 15 de dezembro, o Plano Clima visa guiar políticas ambientais no Brasil.
  • Documentos ainda aguardam publicação no Diário Oficial da União, com expectativa de aprovação até o primeiro trimestre de 2026.
  • A especialista Marta Salomon destaca que a demora não indica paralisia na política climática e aponta o Plano como essencial até 2035.
  • Salomon elogia o protagonismo do Brasil em políticas ambientais e ressalta a importância de explorar economicamente as florestas de forma sustentável.

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O Plano Clima foi aprovado em 15 de dezembro pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, para orientar políticas públicas voltadas ao meio ambiente. Quase dois meses se passaram desde o episódio, e a resolução com os documentos já validados ainda não foi publicada no DOU (Diário Oficial da União).

A RECORD entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente, que informou que os documentos seguem na fase de análise jurídica e a expectativa de aprovação está dentro do primeiro trimestre de 2026.


Apesar da demora para o aval, o Brasil não está atrasado em relação às políticas administrativas do meio ambiente. É o que afirma a especialista em políticas climáticas Marta Salomon. “O fato de não ter sido publicado não significa que a política climática esteja paralisada”, ela esclarece em entrevista ao Conexão Record News desta quarta (4).

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A especialista prevê que o acordo seja aceito após as próximas duas semanas e que o detalhamento extenso do projeto foi o que motivou a demora. “Será a coluna dorsal da política climática brasileira, com compromissos previstos até 2035. Mas há um mapa para guiar o caminho para atingir esses objetivos [...] sabemos que a conta fecha”.


Um dos pontos que podem ter motivado a demora na opinião de Marta é a atenção que está sendo dada para reduzir o desmatamento ao mesmo tempo que respeita as economias locais das florestas e comunidades extrativistas. Ela cita que a ideia de empregar um “uso econômico” das florestas é contemplada.

O conceito é inovador e rentável: “É muito mais econômico e viável do que colocar a floresta abaixo para criar gado em cima. [...] A exploração sustentável da floresta rende tanto economicamente ou mais do que a floresta derrubada. Não é só conversa para quem gosta de abraçar a árvore”, ela assegura.


Setor agropecuário só perde para o desmatamento quando se compara o nível de emissão de gases do efeito estufa Reprodução/Record News

Ao longo da conversa, a entrevistada também citou e elogiou o destaque que o Brasil possui em políticas ambientalistas ao ser comparado internacionalmente. “Na atmosfera não tem cerca. Então, o gás de efeito estufa emitido nos Estados Unidos ou no Japão desaquece o planeta de uma forma geral. [...] Então o Brasil tem um protagonismo”.

Ela cita que desde 2009 o país exerce um papel fundamental e que apenas recentemente, no começo da década, ocorreu um recuo. Ela afirma que a resistência do setor agropecuário em aceitar as reduções de emissão levou a alguns embates no Congresso e que fica em segundo lugar como causador de gases do efeito estufa no Brasil. Em primeiro está o desmatamento. “Essa resistência do setor foi vencida ali no final de 2025 e possibilitou a aprovação do Plano Clima no dia 15 de dezembro”, completa.

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