Redução do desmatamento ‘é resultado de refortalecimento dos sistemas de controle’, diz professor
Dados mostram que, na Mata Atlântica, a queda chegou a 37,89%
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) confirmou que houve redução de desmatamento na maioria dos biomas em 2024, em relação a 2023. Os dados do sistema de monitoramento anual da supressão de vegetação nativa mostram que, na Mata Atlântica, a queda foi maior, chegou a 37,89%.
Na Amazônia a redução foi de 28,09%. Já os biomas da Caatinga e Pantanal tiveram aumento. As análises são feitas com base em imagens de satélite.
Segundo Reuber Brandão, professor do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília, esse é o resultado “de um retorno de políticas de controle do desmatamento”. Ele destaca a reposição do valor do Fundo Amazônia, políticas voltadas para municípios e um maior empoderamento às atividades do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes De Conservação Da Biodiversidade).

O professor evidencia a importância do acordo assinado entre Mercosul e União Europeia na semana passada. “A União Europeia é muito atenta ao uso abusivo de agrotóxicos, a produtos agropecuários que vêm de desmatamento ilegal. Então, isso é uma boa notícia pelo ponto de vista comercial para o Brasil. Isso coloca o Brasil novamente como um mercado de comercialização de produtos que se preocupa em produzir associado com a conservação da natureza”, diz Brandão, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (12).
“Quando a gente pensa nos recordes de desmatamento que aconteceram nos anos anteriores e essa redução agora, isso é resultado de um trabalho de refortalecimento dos sistemas de controle do desmatamento, mas ainda tem muito a ser feito. Certamente, a gente ainda tem a mentalidade no Brasil de que desmatamento é progresso, e isso é uma coisa que demora as pessoas entenderem que você não tem progresso perdendo a natureza”, conclui.
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