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A uma semana da eleição, contra-ataque entre ministros mantém crise do STF em foco

Segundo interlocutores, às vésperas das eleições, o STF está deixando de atuar como árbitro do processo democrático

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros do STF estão em desacordo sobre questões decisivas, gerando tensão na Corte a poucos dias das eleições.
  • Ministro Flávio Dino anulou uma decisão do vice-presidente do TSE, André Mendonça, intensificando a crise institucional.
  • Gilmar Mendes criticou André Mendonça e defendeu a implementação do juiz de garantias no STF.
  • A proposta de trégua do presidente do STF, Edson Fachin, não foi aceita pela maioria dos ministros, mantendo o clima de crise.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Plenário do STF
A maioria dos ministros do STF rejeitou a proposta de trégua articulada por Edson Fachin Rosinei Coutinho/STF - 15.9.2026

A menos de uma semana das eleições, a falta de consenso entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na condução de matérias decisivas mantém a Corte em estado de tensão. O mais recente capítulo de crise institucional ocorreu no domingo (27), quando o ministro Flávio Dino derrubou uma decisão do vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), André Mendonça.

Segundo interlocutores das Cortes, às vésperas da ida dos eleitores às urnas, o STF está deixando de atuar apenas como árbitro do processo democrático para se consolidar como o próprio foco da tensão nacional.

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Antes da decisão de Dino, o decano Gilmar Mendes voltou a criticar, no sábado (26), a atuação de Mendonça na Corte. Em publicação nas redes sociais sobre a manutenção do procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente das investigações do Caso Master, Mendes reiterou sua defesa à implementação do juiz de garantias no STF.

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O juiz de garantias atua exclusivamente durante a fase de investigação e inquérito policial para controlar a legalidade das diligências — como autorizar prisões preventivas, buscas e quebras de sigilo — e assegurar os direitos fundamentais do investigado.

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Sua função se encerra com o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, visando garantir a imparcialidade do processo ao impedir que o magistrado responsável pelo julgamento tenha contato prévio e eventual contaminação pelas provas colhidas na fase investigatória.

A maioria dos ministros do STF rejeitou a proposta de trégua articulada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin.

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Embora o plenário tenha tirado pautas polêmicas da agenda temporariamente via adiamentos e pedidos de vista, interlocutores apontam que o clima de crise persiste nos bastidores.

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