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AGU cobra reforço na proteção de crianças e adolescentes em plataforma de comunicação

Relatório do Ministério da Justiça apontou falhas na verificação de idade; AGU poderá firmar um TAC

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A AGU cobrou medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais após um relatório do Ministério da Justiça apontar falhas no Discord.
  • O relatório identificou falhas nos mecanismos de verificação de idade, colocando em dúvida a eficácia das medidas para proteger menores no ambiente digital.
  • A reunião contou com representantes do Discord e de órgãos governamentais, e foi acordado que a empresa apresentará propostas de adequação.
  • A AGU pode firmar um TAC com o Discord, mas não descarta a possibilidade de medidas judiciais, como uma Ação Civil Pública, caso as medidas sejam insuficientes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Empresa terá prazo para apresentar medidas à AGU Rafa Neddermeyer/Agência Brasil- 03.11.2023

A AGU (Advocacia-Geral da União) cobrou, nesta sexta-feira (7), medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais após um relatório do Ministério da Justiça apontar falhas nos mecanismos de verificação de idade do Discord. A empresa terá prazo para apresentar propostas de adequação e poderá firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

A reunião ocorreu na sede da AGU, em Brasília, e contou com representantes do Discord, da SEDIGI/MJSP (Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça) e da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.


Segundo a AGU, o relatório da SEDIGI identificou falhas que colocam em dúvida a eficácia das medidas adotadas pela plataforma para impedir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital.

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Durante o encontro, a AGU afirmou que a proteção de menores é uma obrigação prevista na legislação brasileira e cobrou providências efetivas para fortalecer os mecanismos de verificação etária, prevenção de riscos, identificação de situações de vulnerabilidade e proteção de usuários menores de idade.


As exigências têm como base a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece regras específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

De acordo com a AGU, representantes da plataforma demonstraram disposição para adotar medidas compatíveis com a legislação. Ficou acertado que a empresa apresentará, dentro do prazo definido pelas partes, uma proposta com procedimentos e mecanismos para corrigir as falhas apontadas.


Após analisar as medidas, a AGU decidirá se avança na negociação de um TAC, que poderá estabelecer compromissos, obrigações e prazos para a adequação da plataforma.

O órgão ressaltou que a busca por uma solução consensual não impede a adoção de medidas judiciais. Caso considere insuficientes as providências apresentadas, poderá ajuizar uma ACP (Ação Civil Pública) para garantir a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

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