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Alckmin faz terceira rodada de conversas nesta quinta para discutir taxa de Trump

Vice-presidente recebe associações e empresas; objetivo do governo é negociar e tentar reverter tarifa de 50%

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Alckmin tem comandado as negociações brasileiras com os EUA Júlio César Silva/MDIC - 16.07.2025

O vice-presidente Geraldo Alckmin dá continuidade nesta quinta-feira (17) às conversas setoriais sobre a taxa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na semana passada, o republicano informou que todos os produtos brasileiros comprados pelos EUA serão tarifados a partir de 1º de agosto.

Será a terceira rodada de discussões, iniciadas na terça-feira (15). O vice-presidente já recebeu, desde então, setores produtivos com maior fluxo comercial com os EUA, representantes do agronegócio e empresários norte-americanos.


Na agenda de Alckmin desta quinta, estão previstas reuniões com empresas de software e associações das indústrias de semicondutores e de pneumáticos.

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Geraldo Alckmin realiza terceira rodada de conversas para discutir a taxa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
  • O vice-presidente já conversou com setores importantes, como agronegócio e empresas de software, para negociar a tarifa.
  • O governo brasileiro busca reverter a decisão, mas Alckmin não descarta solicitar o adiamento do início da taxa.
  • Trump afirma que a tarifa é uma resposta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas.

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O vice-presidente também deve receber o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana. A entidade promove produtos e serviços brasileiros no mercado internacional.


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Grupo de trabalho

Após o anúncio de Trump na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a criação de um comitê interministerial para discutir a tarifa.

O grupo de trabalho também reúne empresários e o setor produtivo.


Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tem comandado as negociações com os Estados Unidos desde fevereiro, quando Trump anunciou as primeiras taxas.

As tarifas fazem parte da política protecionista do republicano, implementada desde o início deste mandato.


O objetivo do governo federal é reverter a taxação de Trump, mas Alckmin não descarta pedir aos EUA adiamento do prazo (leia mais abaixo).

O vice-presidente tem destacado, ao longo dos últimos dias, que a tarifa é negativa também para a economia norte-americana.

“Precisamos resolver a questão tarifária, que não se justifica nesse patamar, e é um perde-perde. Não pode o interesse de alguns se sobrepor ao interesse coletivo”, declarou a jornalistas.

Tarifa de Trump

Em carta, enviada nominalmente a Lula na semana passada, Trump anunciou que, a partir de 1º de agosto, vai taxar em 50% todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

Segundo o republicano, a medida é uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas e à forma como o país tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além de inelegível até 2030, o ex-presidente é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

Para o líder norte-americano, o julgamento e as investigações que envolvem o ex-presidente brasileiro configurariam uma “caça às bruxas” que deveria “terminar imediatamente”.

Possibilidade de adiamento

Alckmin não descarta a possibilidade de o Brasil pedir aos Estados Unidos adiamento do início da taxa. No entanto, segundo o vice-presidente, o objetivo da gestão de Lula é reverter a decisão de Trump.

“É um pensamento comum do presidente lula e dos empresários envolvidos. Queremos negociação, é urgente. O bom é que se resolva nos próximos dias, mas se houver necessidade nessa negociação de prorrogar, não vejo problema, o importante é resolver. Buscar uma solução, esse é o sentimento geral e um sentimento de que vamos trabalhar juntos. As empresas americanas também estão preocupadas. Aliás, o cidadão também está, vai encarecer os produtos que o Brasil vende para os EUA”, destacou Alckmin nessa quarta.

Na segunda (14), porém, o vice-presidente negou a jornalistas que o governo federal tenha pedido aos EUA prorrogação do início da vigência da taxa.

“O governo não pediu nenhuma prorrogação de prazo nem fez nenhuma proposta sobre alíquota, sobre percentagem. O que estamos fazendo é ouvindo os setores mais envolvidos, para o setor privado também participar e se mobilizar também com seus congêneres e parceiros nos Estados Unidos”, declarou.

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