Alcolumbre espera votar fim da escala 6x1 na próxima semana
Presidente do Senado afirmou que seu desejo é cumprir o rito constitucional ‘sem atropelos’
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (6) que espera que a votação em primeiro turno da PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 ocorra na próxima semana.
Nesta terça, inicia-se oficialmente o debate da proposta em plenário. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões de discussão antes de uma PEC ser votada em primeiro turno.
Segundo o presidente da Casa, o seu desejo é cumprir integralmente o rito constitucional, “sem atropelos e sem acelerar nada”.
“Cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussão das cinco primeiras da PEC do primeiro turno e a partir daí, na sexta-feira (9), organizar novamente uma pauta para na semana que vem termos sessões terça quarta e quinta. E, se caso todos nós pudermos concluir as cinco sessões de debate na semana que vem, do ponto de vista regimental, colocar para sua deliberação em primeiro turno”, afirmou Alcolumbre.
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Para o segundo turno, são necessárias mais três sessões em plenário antes da votação. Esse prazo regimental pode ser acelerado caso a maioria dos senadores aprove a chamada quebra de interstício.
A PEC precisa de voto favorável de pelo menos 3/5 dos senadores (49 dos 81 parlamentares), em cada um dos turnos, para ser aprovada.
Oposição
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que quem for contra a proposta que reduz a jornada de trabalho terá que “mostrar a cara” e se posicionar.
Ele ainda sinalizou que a oposição — aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) — estaria esvaziando o plenário como estratégia para barrar votação do fim da 6x1.
“Pelo que eu percebo, o pessoal da oposição, ou seja, os torcedores do candidato Flávio Bolsonaro, não estão dando presença na tentativa de inviabilizar o debate do fim do trabalho aos sábados”, comentou com jornalistas na chegada ao Senado.
Segundo ele, a expectativa é que a votação aconteça na semana que vem.
“Para nós é prioridade que ela seja aprovada. Já foi aprovada na Câmara, com uma votação expressiva, então, na minha opinião, seria aprovada aqui no Senado também. Repito: quem é contra tem que se assumir perante a opinião pública brasileira”, completou.
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