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Após Zambelli faltar a audiência, defesa diz que deputada teve mal súbito e deve passar por cirurgia

Assessoria disse que a parlamentar está internada na rede intensiva coronária do Hospital do Coração

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Zambelli responde a processo por invasão ao sistema do CNJ Mario Agra / Câmara dos Deputados

O STF (Supremo Tribunal Federal) ouve nesta quinta-feira (26) outras testemunhas de acusação e defesa no processo envolvendo a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A ação apura a conduta da parlamentar e do hacker Walter Delgatti por invadirem o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Logo no início, a defesa da parlamentar disse que ela não participaria porque teve um mal súbito e deve ter que operar.

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Em nota, a assessoria disse que ela está internada na rede intensiva coronária do Hospital do Coração, em São Paulo, sem previsão de alta.

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As testemunhas ouvidas serão Thiago Eliezer Martins dos Santos, que já foi condenado com Delgatti no caso da invasão de celulares de autoridades que ficou conhecido como “Vaza-Jato”, e Rosfran Lins Borges, servidor do CNJ.

Na última segunda-feira (23), a primeira a depor foi Cristiane de Brum, ex-coordenadora de campanha de Carla Zambelli. Ela disse que a parlamentar conheceu Delgatti na porta de um hotel.

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Cristiane disse que à época, segundo relatou a Zambelli, Delgatti estava desempregado e ofereceu esse tipo de serviço com excelência. “Ele disse que já fazia esse tipo de serviço e com excelência. Ele pediu uma oportunidade para deputada. Nunca recebi ordem de Zambelli para depositar dinheiro. Carla nunca pediu para Walter fazer algum crime a mando dela. A Carla é criteriosa no que diz respeito a campanha, inclusive da parte de criação. Tudo passava pelo crivo dela. Qualquer vírgula fora do lugar era corrigida. Nunca postar nada sem estar revisado”, afirmou.

O segundo a prestar depoimento foi o ex-assessor da parlamentar Jean Hernani Guimarães Vilela. Foi ele quem conversou com Delgatti sobre valores e disse que “não costuma pedir ficha criminal de quem contrata”.

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Em maio, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia feita pela PGR (Procuradoria Geral da República) e os dois se tornaram réus. A denúncia é pela prática de 10 crimes, sendo sete previstos no Código Penal sobre invasão de dispositivo informático e três crimes ligados à falsidade ideológica. A reportagem entrou em contato com a defesa de Zambelli e aguarda manifestação.

Segundo a PGR, Zambelli, “de maneira livre, consciente e voluntária, comandou a invasão a sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários ao cumprimento de tal mister, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito”.

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A parlamentar também foi indiciada pela PF. Na representação ao qual a reportagem teve acesso, a Polícia Federal afirma que Carla Zambelli cometeu os crimes de invasão de dispositivo informático qualificado e falsidade ideológica. Delgatti foi indiciado por crimes de invasão de dispositivo informático qualificado, falsidade ideológica, falsa identidade e denunciação caluniosa.

Em nota à época, a defesa de Zambelli classificou a conclusão da PF como “arbitrária”. “A interpretação deduzida pela autoridade policial asseverando que a deputada tenha recebido eventualmente documentos não evidencia adesão ou qualquer tipo de colaboração, ainda mais que ficou demonstrado que não houve qualquer encaminhamento a terceiros, bem como ficou igualmente comprovado que incorreram repasses de valores como aleivosamente sugestionado por aquele”, afirmou.

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