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BC sabia da venda do Banco Master e da viagem de Vorcaro, revelam documentos

Atas do BC indicam que Vorcaro informou sobre viagem a Dubai e negociação com investidores nacionais e estrangeiros

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Documentos revelam que o Banco Central sabia da venda do Banco Master e da viagem de Daniel Vorcaro para Dubai.
  • Vorcaro atualizou o BC sobre a venda durante videoconferência e protocolou documentos necessários no mesmo dia.
  • Ele saiu para Dubai com o objetivo de assinar contrato com investidores estrangeiros do novo bloco acionário do Banco Master.
  • A defesa de Vorcaro argumenta que suas ações foram transparentes e em conformidade com as autoridades reguladoras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesa do dono do Master afirma que comunicação ao BC demonstra transparência e boa-fé Foto: Banco Master/Divulgação

Novos documentos fornecidos pelo BC (Banco Central) e apresentados ao Poder Judiciário pela defesa de Daniel Vorcaro nesta terça-feira (25) reforçam que a autarquia tinha conhecimento da venda do Banco Master e da viagem do empresário para Dubai — o que poderia descartar a tese de tentativa de fuga.

A documentação complementa informações já divulgadas na agenda pública da instituição e na nota oficial de 22 de novembro de 2025.

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O conteúdo confirma que, durante videoconferência realizada em 17 de novembro, Vorcaro atualizou os representantes do BC sobre o processo de venda dos ativos do Conglomerado Master e informou que, naquela mesma data, seria anunciado ao mercado o acordo de venda do Banco Master para o grupo de investidores nacional Fictor.

Ele também declarou que os documentos relativos à operação seriam imediatamente protocolados no sistema do Banco Central, como de fato ocorreu.

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Durante a reunião, Vorcaro comunicou ainda que embarcaria para Dubai, nos Emirados Árabes, na tarde de 17 de novembro, com o objetivo de assinar o contrato e formalizar a participação de investidores estrangeiros que passariam a integrar o novo bloco acionário da instituição.

A defesa enfatiza que essa comunicação prévia ao regulador demonstra transparência e impede qualquer interpretação de ocultamento ou evasão.

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O documento também registra que Vorcaro relatou medidas adotadas para enfrentar o quadro crítico de liquidez do Conglomerado Master. Ele expôs as tratativas com a Mastercard Brasil para redefinição de termos contratuais e liberação de recursos retidos em garantia, fundamentais para assegurar as liquidações financeiras vinculadas ao arranjo de pagamentos.

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Além disso, detalhou que vinha estruturando uma solução de mercado por meio da venda do grupo em três segmentos distintos, destinados a investidores diferentes, e que a alienação da Will Financeira estava prevista para ocorrer em 18 de novembro, enquanto o anúncio da venda do Banco Master de Investimentos deveria ser realizado até o fim daquela semana.

A defesa sustenta que as informações compartilhadas com o BC evidenciam que Vorcaro não agiu de forma clandestina nem buscou se afastar das autoridades, mas manteve postura de boa-fé, com deferência ao regulador e transparência nas operações.

Os novos documentos apresentados ao Judiciário, segundo a equipe jurídica do empresário, são essenciais para esclarecer os fatos e restabelecer a narrativa correta sobre a conduta adotada pelo controlador do Grupo Master durante a crise.

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