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Bets deveriam ser vistas de forma mais ampla antes de proibição, segundo advogado

Suspensão afastaria investidores, por medo de negócios tornarem-se irregulares ‘a qualquer momento, com uma caneta’

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula planeja anunciar a proibição das plataformas de apostas online, associando-as ao endividamento das famílias brasileiras.
  • O setor de apostas arrecadou R$ 8,7 bilhões de janeiro a julho de 2026, sendo regulamentado pela Lei nº 14.790 em dezembro de 2023.
  • Advogado Rodrigo Coxe alerta que a suspensão pode causar insegurança entre investidores estrangeiros e impactar contratos milionários com clubes de futebol.
  • Coxe questiona a falta de discussão sobre os riscos legais durante a edição da lei que regulamentou as apostas no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A proibição das plataformas de apostas online pode ser anunciada ainda nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enxerga uma ligação entre as bets e o alto endividamento das famílias brasileiras. Só de janeiro a julho em 2026, o setor arrecadou R$ 8,7 bilhões. As empresas de aposta foram regulamentadas no país em 29 de dezembro de 2023, por meio da Lei nº 14.790.

A suspensão repentina da regulamentação implica grandes ramificações na economia do Brasil, como apontou o advogado especialista em direito digital, Rodrigo Coxe: “Existem, e nós inclusive já falamos aqui, dos problemas que as apostas trazem, mas acho que nós precisamos também olhar de uma forma um pouco mais ampla para isso. [...] Nós vemos as bets sendo patrocinadoras de times de futebol. [...] São contratos milionários e bilionários”.

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Coxe também aponta que a medida provisória causaria insegurança entre os investidores do exterior, que temeriam a chance de um financiamento milionário de uma empresa tornar-se irregular “a qualquer momento, com uma caneta”, nas palavras do advogado. Incertezas jurídicas também foram levantadas pelo entrevistado durante o Conexão Record News desta sexta (25).

“A empresa Bet, quando ela faz o contrato com o clube [de futebol], estava autorizada a operar no país. [...] Quem paga a multa contratual?”, questionou o especialista. A oito dias do primeiro turno das eleições, Coxe concluiu com uma reflexão: “Por que essa discussão não ocorreu quando da edição da lei?”.

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