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Brasil anuncia US$ 100 milhões anuais para fundo do Mercosul

Reforço no aporte busca reduzir desigualdades e financiar obras de integração para o bloco sul-americano

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil destinará US$ 100 milhões anuais ao Focem, fundo do Mercosul criado para reduzir desigualdades entre países do bloco.
  • O anúncio foi feito pelo ministro Mauro Vieira em reunião do CMC no Paraguai e será formalizado pelo presidente Lula na Cúpula do Mercosul.
  • O Focem financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional, com o Brasil e Argentina como principais financiadores.
  • A renovação do fundo depende de acordo entre países do Mercosul e aprovação dos Legislativos nacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

MAURO VIEIRA
Anúncio foi feito pelo ministro Mauro Vieira e será formalizado por Lula na Cúpula do Mercosul MRE/Divulgação - Arquivo

O Brasil anunciou que vai destinar US$ 100 milhões por ano ao Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), mecanismo criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco sul-americano.

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira (29), durante reunião do CMC (Conselho do Mercado Comum), em Assunção, no Paraguai.


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A proposta será formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30), durante a Cúpula do Mercosul, reunião com chefes de Estado do bloco econômico na capital paraguaia.

O novo compromisso ocorre durante as negociações para renovação do fundo, criado em 2004 para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional.


Como funciona

O Focem é um fundo destinado a apoiar países e regiões com menor desenvolvimento econômico dentro do Mercosul. Os recursos são usados em projetos como rodovias, ferrovias, energia, saneamento, habitação, escolas e laboratórios.

A ideia é diminuir diferenças entre os integrantes do bloco e fortalecer a integração, principalmente em áreas de fronteira.


Atualmente, o Focem tem a meta de receber até US$ 100 milhões por ano de todos os países do Mercosul. Brasil e Argentina são os maiores financiadores do mecanismo.

Pelas regras atuais, o Brasil responde por cerca de 70% das contribuições, com a participação da Argentina em torno de 27%.


Principais números

  • US$ 100 milhões: valor anual que o Brasil pretende aportar;
  • 70%: participação brasileira nas contribuições atuais;
  • 48%: parcela dos recursos recebida pelo Paraguai;
  • 32%: parcela destinada ao Uruguai.

Pressão por adesão

Ao anunciar o aumento da contribuição brasileira, Mauro Vieira afirmou que a renovação do fundo não deve depender apenas do Brasil. O governo espera que a Argentina também amplie sua participação financeira.

Segundo o ministro, os demais países do bloco precisam acompanhar o esforço, principalmente os que são os principais beneficiários dos recursos.

A nova estratégia representa uma mudança em relação à proposta apresentada anteriormente pelo governo brasileiro, que previa reduzir o tamanho do fundo para cerca de US$ 30 milhões anuais. A ideia enfrentou resistência do Paraguai e do Uruguai.

Obras financiadas

Desde sua criação, o Focem já apoiou projetos de infraestrutura e desenvolvimento em diferentes países do Mercosul.

Entre as iniciativas estão obras de transporte, sistemas de energia, saneamento básico, melhorias urbanas e ações voltadas a comunidades de regiões fronteiriças.

O fundo também financia projetos ligados à cidadania indígena, desenvolvimento tecnológico e integração entre cidades próximas às fronteiras.

Próximos passos

A renovação do Focem ainda depende de acordo entre os países do Mercosul e da aprovação dos respectivos Legislativos nacionais.

Além do fundo, a Cúpula do Mercosul deve discutir novos acordos comerciais e medidas para ampliar a integração econômica do bloco.

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