‘Brasil não abaixa a cabeça para ninguém’, diz ministro em meio à tensão com os EUA
Fala de Durigan ocorre diante de novas tarifas impostas pelos EUA, da classificação do PCC e do CV como terroristas e de ameaças ao Pix
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio à tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a soberania e a política econômica brasileira, apontando que o país “não abaixa a cabeça para ninguém”. A declaração, feita durante reunião plenária do Conselhão, ocorre em um contexto de novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil, além da classificação do PCC e CV como grupos terroristas e de ameaças ao Pix.
“Todos os países reconhecem a importância do Brasil e a liderança do Brasil em todos os debates. No debate econômico, ambiental, de fontes alternativas de combustível, o Brasil é liderança mundial e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito todos os outros países”, disse.
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Ao falar sobre as ações do governo para reduzir os impactos da guerra entre EUA e Irã, Durigan reforçou que o Brasil não pode sofrer as consequências de um conflito em que não está envolvido.
“É por isso que a gente não é sócio da guerra e usa a entrada de recurso que está vindo, porque o Brasil apostou no pré-sal, porque tem fonte alternativa de combustível. O que o Brasil arrecada mais em razão da guerra, nós estamos devolvendo à população brasileira para minimizar o custo da guerra”, completou.
Inflação ‘sob controle’
Durigan também comentou a inflação no Brasil, ressaltando a estabilidade do índice. “A inflação está sob controle e é importante que a gente saiba disso e não fantasie diferente. Nesse mandato do presidente Lula, vamos ter a menor taxa de inflação de um mandato presidencial da nossa história. Isso não é pouco, é muita coisa”, destacou.
Na última segunda-feira (8), contudo, o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, apresentou a previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): passou de 5,09% para 5,11% neste ano. O aumento da projeção se deve, principalmente, às incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio, que pressiona o preço dos combustíveis e a própria inflação.
Em abril, a inflação fechou em 0,67%, influenciada pelo valor dos alimentos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, ainda dentro do teto da meta — que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, o limite é de 4,5%. A inflação de maio deve ser divulgada nesta sexta-feira (12) pelo instituto.
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