Bancos rebatem críticas dos EUA ao Pix após novo tarifaço imposto pelos americanos
Governo norte-americano propôs uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) defendeu o Pix nesta terça-feira (2), em nota sobre as críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro — considerado pelo governo de Donald Trump como uma prática comercial “desleal”.
No comunicado, a Febraban afirma que as avaliações dos EUA resultam de informações “incompletas” sobre os objetivos e funcionamento do Pix. A entidade também nega as alegações de que o Pix seja discriminatório e chama atenção para o modelo aberto.
“O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica” destaca.
Leia Mais
Segundo a Febraban, não há restrições à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento, desde que operem no mercado nacional, “já que é um sistema de pagamentos local e em reais, a moeda brasileira”.
A Febraban destaca ainda a “ampla cooperação” das instituições financeiras no desenvolvimento do Pix, que funciona como uma plataforma aberta disponível para todos os residentes no Brasil, brasileiros e estrangeiros, pessoas físicas e empresas. O sistema instantâneo é gratuito para PFs, mas pode ser cobrado das pessoas jurídicas, sem discriminação entre brasileiras e estrangeiras.
“O Pix tem contribuído enormemente para a inclusão financeira, reduzindo o custo e ampliando o alcance do sistema de pagamentos que já era bastante eficiente em nosso país”, argumenta, citando ainda os benefícios para eficiência das empresas, que facilita o processo de recebimento e cobrança, em particular nas operações de baixo custo.
A Febraban diz ter “boa expectativa” de que as contribuições do BC e das instituições financeiras, incluindo bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do USTR, em sistema de audiência pública, que continua aberto.
Entenda a nova tarifa
Durante a madrugada, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) propôs uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, após uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil. Na minuta, o órgão cita o Pix múltiplas vezes como um instrumento que bloqueia a concorrência de empresas americanas.
Representantes do setor financeiro consideram improvável que o Brasil responda com restrições mais duras ao Pix, embora não descartem reforço nas políticas contra crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













