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Caso Master: senador Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro são alvo em nova fase de operação

Nova fase da Compliance Zero mira criação e gestão do Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores públicos da Bahia

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília, Natália MartinsOpens in new window, e Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima são alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero.
  • Operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
  • Investigação foca no Credcesta, cartão de crédito consignado criado quando Wagner era governador da Bahia.
  • Crimes investigados incluem corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jaques Wagner governava a BA quando Augusto Lima lançou cartão para servidores do estado Jaques Wagner. Augusto Lima. Montagem: Paula Fróes/Reprodução – 17.05.2026; Reprodução/Facebook @institutoterrafirme – 29.11.2023

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga as ramificações do esquema em torno do Banco Master. O senador e líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o banqueiro e ex-sócio de Daniel Vorcaro Augusto Lima; e o empresário David Lopes Monteiro estão entre os alvos.

As equipes de policiais cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em empresas e residências na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A Corte também determinou medidas diversas da prisão para alguns dos investigados, como a proibição de contato entre eles e a suspensão de passaportes.

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A reportagem apurou que a nova etapa da operação mira o “coração” do Master na Bahia: o Credcesta. Principal ativo do Banco Pleno, esse cartão de crédito consignado era voltado a servidores públicos da Bahia e administrado por empresas de Augusto Lima.

Guga, como também é conhecido, controlava o Pleno, liquidado pelo BC (Banco Central) em fevereiro último. O cartão de crédito consignado teria contribuído para o crescimento do Master e surgiu à época em que Jaques era governador na Bahia.

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A PF investiga indícios de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A reportagem tenta contato com os advogados de Jaques Wagner e David Lopes Monteiro.

Por meio de nota, a defesa de Augusto Lima informou que as ações da PF efetuadas nesta com o banqueiro como alvo manhã eram “desnecessárias”, pois ele está “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”. “De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que eles são rigorosamente lícitos”, completaram os advogados.

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“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, afirma a nota, assinada por Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.

Investigados

Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro de 2025, mas acabou liberado pelo TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). A suspeita da PF é de que ele também tenha atuado na operação fraudulenta de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília).

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O empresário é considerado influente na Bahia, por ter trânsito entre políticos do PT e da oposição. Esta é a primeira em vez que a força-tarefa mira algum aliado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além de Jaques Wagner, a quinta fase da Operação Compliance Zero mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas e ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).

Já David Lopes Monteiro é irmão do advogado Daniel Monteiro, preso em uma etapa anterior das investigações da PF.

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