Compliance Zero: PF investiga policial federal suspeito de vazar dados da operação a jornalista
Informações supostamente repassadas teriam envolvido contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes com Banco Master
Brasília|Do R7, em Brasília e Natália MartinsOpens in new window
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A PF (Polícia Federal) efetuou, nesta terça-feira (19), uma operação para investigar eventual violação de sigilo funcional cometido por um perito da corporação. O crime supostamente ocorreu em meio às apurações do escândalo do Banco Master.
A reportagem apurou que o investigado é um perito criminal federal que teria vazado a jornalista informações sobre o contrato do Master com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
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Considerado um dos principais peritos da corporação na investigação de crimes financeiros, o policial federal é engenheiro, lotado em Vilhena (RO) e fazia parte do quadro de servidores que participam das apurações na Operação Compliance Zero. No início da força-tarefa, ele estava em atuação em Brasília.
Foco na atuação do servidor
Emitida nessa segunda-feira (20), a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação desta manhã atendeu a um pedido da PF. A determinação prevê o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, bem como de medidas cautelares, como suspensão do exercício da função pública pelo policial federal.
O suposto vazamento envolve informações referentes ao início das apurações da Operação Compliance Zero. O servidor público teria repassado informações sigilosas, conseguidas a partir de material obtido durante uma das fases da força-tarefa.
Por meio de nota, o STF informou que as buscas têm “natureza específica e instrumental, voltada à preservação da investigação”, a evitar ocorrência de crimes semelhantes e à coleta de provas.
“Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação [profissional] e a garantia constitucional do sigilo da fonte”, acrescentou a Corte.
Ainda segundo a decisão do ministro, a operação desta terça-feira (19) tem foco na atuação do agente público, que teria “violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas”.
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