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Chefe da campanha de Flávio nega fraude nas eleições e trata carta como desabafo

Rogério Marinho atribuiu a um possível erro de elaboração o trecho em que o senador se declarou ‘presidente eleito’

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, nega acusações de fraude eleitoral e classifica carta como um desabafo.
  • A carta inicial de Flávio se referia a ele como "presidente eleito", mas foi alterada para "líder do Brasil".
  • Flávio deixou o Brasil, desrespeitando decisão judicial, utilizando passaporte italiano e, posteriormente, um passaporte brasileiro cancelado.
  • Flávio entrou nos EUA com apoio de Marco Rubio e Javier Milei, com visto concedido para ele e sua família.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rogério Marinho
Marinho minimizou carta em que Flávio se autoproclama presidente Ton Molina/Agência Senado - 15.10.2026

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28) que não há provas para sustentar as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro (PL) em uma carta divulgada após sua chegada aos Estados Unidos.

Coordenador da campanha presidencial do senador, Marinho classificou o documento como um “desabafo” e sugeriu que um possível problema na elaboração do texto explica o trecho inicial em que Flávio se apresentava como “presidente eleito” do Brasil.

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“Não, o PL não pode fazer essa afirmação [de que houve fraude]. Nem eu posso fazer essa afirmação porque não há prova nesse sentido”, declarou Marinho ao ser questionado sobre a acusação de fraude. A fala contrasta com a carta de Flávio, que contesta a legitimidade do resultado do segundo turno, no qual foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Marinho também procurou relativizar a primeira versão do documento. No texto inicial, o senador se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão posterior, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”.

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“A carta que está no seu Twitter, que é a carta oficial, a definitiva, ele se coloca como líder”, disse Marinho. Sobre a mudança, acrescentou: “Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta”.

O líder da oposição afirmou ainda que o documento representa o desabafo de alguém que se sente injustiçado e que teria sido “retirado do seu país pelas circunstâncias”.

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“O direito de se resignar está garantido na nossa Constituição, e eu vou defendê-lo até o fim. Se você quer desabafar, isso não é crime. Agora, é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu acabei de dizer, me foi perguntado se eu concordo que houve fraudes. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas. E eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém. Suponho que seja o desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado, que foi retirado do seu país pelas circunstâncias, pelas contingências, que todos vocês já sabem.”

Saída de Flávio do Brasil

Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), apesar de estar proibido por decisão judicial de sair do país e de ter sido intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal em 24 horas.

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O senador cruzou a fronteira com a Argentina usando um passaporte italiano e, de lá, embarcou em um jato particular com destino ao Equador, antes de seguir para os Estados Unidos, onde chegou nesta quarta-feira (28).

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Já em território americano, Flávio utilizou um passaporte brasileiro que deveria ter sido entregue à PF e que, segundo as informações reunidas, foi posteriormente cancelado pela corporação.

Aliados do senador afirmaram que sua entrada nos Estados Unidos ocorreu em uma operação coordenada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, com apoio do presidente argentino, Javier Milei.

O governo dos EUA confirmou a concessão de vistos para Flávio e familiares entrarem e permanecerem no país.

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