Cineastas brasilienses são aprovados para residência inédita do Festival de Cinema de Gramado
Maia Figueiredo e Pedro Chaves foram escolhidos para compor a primeira turma do evento em um dos mais tradicionais festivais de cinema do Brasil
Brasília|Do R7, em Brasília
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Os jovens cineastas Maia Figueiredo e Pedro Henrique Chaves irão representar o Distrito Federal na 1ª Residência para Jovens Cineastas do Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul. Foram mais de 200 inscritos de todas as regiões do Brasil na iniciativa, feita pelo Instituto Estadual de Cinema (RS), pela Universidade Feevale e pela autarquia da prefeitura Gramadotur.
Naturais de Brasília, os dois estão entre os 60 profissionais do audiovisual brasileiro escolhidos com base em portfólio, trajetória profissional e propostas para compor a primeira turma da nova iniciativa. Puderam se inscrever pessoas de idade entre 18 e 35 anos.
A residência ocorre entre 17 e 19 de agosto durante a programação do Conexões Gramado Film Market. Durante o curso, os alunos terão contato com diferentes etapas da produção audiovisual, como distribuição, roteiro, direção, políticas públicas, cineclubismo, mercados internacionais e sustentabilidade.
O objetivo, segundo a equipe do festival, é valorizar a diversidade territorial da produção nacional e promover formação, intercâmbio e conexão entre a nova geração do audiovisual brasileiro e profissionais já atuantes no setor.
Conheça os escolhidos
Pedro Henrique Chaves foi o primeiro colocado dentre os 60 aprovados. Bacharel em Comunicação Social - Audiovisual pela UnB (Universidade de Brasília), o jovem que iniciou sua carreira como ator mirim é hoje, aos 26 anos, diretor, roteirista e fundador da produtora independente Cebola Filmes. Ele enxerga a conquista como um feito para a capital.
“Participar da residência é também uma chance de levantar a voz sobre o cinema autoral e vibrante que é feito em Brasília. O Grande Otelo, entregue à realizadora brasiliense Rafaela Camelo, também muito premiada na edição passada do Festival de Gramado, evidencia a relevância das nossas histórias e dos nossos talentos. Ter sido o primeiro colocado entre as vagas é um reconhecimento não só para a minha trajetória, mas também para o cinema jovem de Brasília”, diz.
Maia Figueiredo cursa graduação em Produção Audiovisual pelo IFB (Instituto Federal de Brasília), é diretora de arte, roteirista e natural de Ceilândia. Integra o coletivo Kilombra, que foca em produções sob a ótica da periferia, e a equipe Recanto Cinema – Audiovisual na Periferia, na qual atua como monitora. Maia foi uma das realizadoras da Mostra Ceilombra e acredita que seu ingresso na residência serve também para trazer visibilidade ao cinema periférico da capital.
“Participar da residência é também levar comigo um cinema que muitas vezes não chega às telas e encontra dificuldade para encontrar público. Estar aqui é uma oportunidade de ampliar a circulação dessas produções e mostrar que existe uma produção cinematográfica potente nas periferias do Distrito Federal. Para mim, é sobre ocupar espaços, criar possibilidades e, principalmente, sermos vistos”, celebra a diretora.
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