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Edson Fachin volta a cancelar sessão no plenário do STF em meio à tensão na Corte

Decisão do ministro ocorre no contexto de embates envolvendo medida de Mendonça sobre a PF e investigações contra Moraes

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Edson Fachin, presidente do STF, cancelou sessões de julgamento marcadas para quarta e quinta-feira devido a tensões na Corte.
  • O cancelamento está relacionado a divergências sobre o comando da Polícia Federal e investigações em curso no tribunal.
  • Fachin suspendeu decisões de outros ministros sobre o diretor-geral da Polícia Federal e retirou a relatoria do inquérito das Fake News de Alexandre de Moraes.
  • Na próxima terça-feira, o STF discutirá um relatório da Polícia Federal sobre supostas trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de decidir sobre a nulidade do relatório e a investigação contra Moraes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para integrantes do STF, a Corte vive um dos momentos mais delicados de sua história recente Rosinei Coutinho/STF - 10.05.2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão de julgamentos que estava marcada para esta quinta-feira (10). A sessão da quarta-feira (9) também havia sido cancelada.

A decisão ocorre no contexto de agravamento de um intenso embate institucional na Corte, deflagrado por divergências sobre o comando da Polícia Federal e desdobramentos de investigações sensíveis em curso no tribunal.


O ambiente nos corredores do Supremo Tribunal Federal é descrito por interlocutores como de tensão extrema e permanente, sendo avaliado por alas da própria Corte como um dos momentos mais delicados e de pior clima institucional da sua história recente.

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Reação de Fachin

Fachin suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão de André Mendonça que afastava o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de travar a ordem de Flávio Dino que o havia reintegrado ao cargo. O presidente do STF também retirou das mãos de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.


A intervenção de Fachin ocorreu após uma sucessão de comandos monocráticos divergentes entre os ministros. Ao atender ao pedido da União, ele destacou que o choque de entendimentos judiciais paralelos configurava risco de grave lesão à ordem pública e à integridade administrativa do tribunal.

Entretanto, o magistrado decidiu levar ao plenário da Corte, na próxima terça-feira (15), o relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta relação institucional e trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade do relatório da PF apresentado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), além de deliberar sobre a abertura ou o arquivamento da investigação contra Moraes.

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