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CNA responde a acusações dos EUA sobre o Brasil e nega ‘práticas desleais’ no comércio

Defesa enviada pela Confederação diz que práticas adotadas pelo país estão dentro da legalidade

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • CNA protocolou resposta ao governo dos EUA sobre práticas comerciais do Brasil.
  • A defesa afirma que as políticas brasileiras são legais e não discriminatórias.
  • A investigação dos EUA abrange temas como desmatamento e tarifas preferenciais.
  • Caso as alegações sejam confirmadas, os EUA poderão impor novas tarifas e restrições comerciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Confederação enviou argumentos ao processo do governo dos Estados Unidos contra o Brasil
Representação Comercial dos EUA anunciou, em julho, a abertura da investigação sobre o Brasil Diego Baravelli/Ministério da Infraestrutura/Arquivo

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) protocolou, nesta sexta-feira (15), uma resposta técnica ao processo aberto pelo governo dos Estados Unidos sobre as supostas “práticas desleais” do comércio brasileiro.

Segundo a defesa enviada pela CNA, foram apresentados dados e fundamentos que demonstram legalidade das políticas e práticas adotadas pelo Brasil.


A investigação dos EUA aborda seis eixos temáticos. Entre eles, práticas anticorrupção e desmatamento ilegal.

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De acordo com o documento, três dos seis eixos apontados pelos norte-americanos (Tarifas Preferenciais, Acesso ao Mercado de Etanol e Desmatamento ilegal) estão em conformidade.


Sobre o etanol, a nota diz que a política tarifária é transparente, não discriminatória e está em conformidade com a OMC (Organização Mundial do Comércio). Já em relação ao desmatamento, a CNA argumentou que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e outras políticas resultaram em reduções nos números.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, tanto para compra de insumos quanto para exportações.


“A CNA tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso não só do agro, mas de toda a economia brasileira no comércio internacional justo e baseado em regras claras”, declara Sueme.

A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a abertura da investigação sobre o Brasil no dia 15 de julho.


Segundo a USTR, a medida visa apurar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e controle de desmatamento ilegal são injustificáveis ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio norte-americano.

Uma audiência pública está marcada para 3 de setembro. Como parte do processo, os EUA solicitaram consultas com o governo brasileiro.

Caso a investigação confirme as alegações, o governo dos EUA poderá adotar medidas de retaliação, como novas tarifas ou restrições comerciais.

No último dia 6, entraram em vigor as tarifas de 50% impostas pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros com destino ao país norte-americano.

Perguntas e respostas:

O que a defesa da CNA apresentou?

A defesa enviada pela CNA apresentou dados e fundamentos que demonstram a legalidade das políticas e práticas adotadas pelo Brasil.

Quais eixos temáticos estão sendo investigados pelos EUA?

A investigação dos EUA aborda seis eixos temáticos, incluindo práticas anticorrupção e desmatamento ilegal.

Como a CNA se posiciona em relação aos eixos investigados?

De acordo com o documento da CNA, três dos seis eixos apontados pelos norte-americanos (Tarifas Preferenciais, Acesso ao Mercado de Etanol e Desmatamento ilegal) estão em conformidade com as normas internacionais.

Qual é a posição da CNA sobre a política tarifária do etanol?

A CNA afirma que a política tarifária do etanol é transparente, não discriminatória e está em conformidade com a OMC (Organização Mundial do Comércio).

O que a CNA diz sobre o desmatamento?

A CNA argumenta que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e outras políticas resultaram em reduções nos números de desmatamento.

Qual é a visão da diretora de Relações Internacionais da CNA sobre o agronegócio brasileiro?

A diretora Sueme Mori afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, tanto para compra de insumos quanto para exportações.

O que Sueme Mori declarou sobre a investigação americana?

Sueme declarou que a CNA tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso do agronegócio e de toda a economia brasileira com um comércio internacional justo e baseado em regras claras.

Quando a investigação dos EUA sobre o Brasil foi anunciada?

A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou a abertura da investigação sobre o Brasil no dia 15 de julho.

Qual é o objetivo da investigação da USTR?

A USTR visa apurar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e controle de desmatamento ilegal são injustificáveis ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio norte-americano.

Quando está marcada a audiência pública relacionada à investigação?

Uma audiência pública está marcada para o dia 3 de setembro.

Quais podem ser as consequências se a investigação confirmar as alegações?

Se a investigação confirmar as alegações, o governo dos EUA poderá adotar medidas de retaliação, como novas tarifas ou restrições comerciais.

O que aconteceu em relação às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump?

No último dia 6, entraram em vigor tarifas de 50% impostas pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros com destino ao país norte-americano.

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