CNA responde a acusações dos EUA sobre o Brasil e nega ‘práticas desleais’ no comércio
Defesa enviada pela Confederação diz que práticas adotadas pelo país estão dentro da legalidade
Brasília|Do R7, em Brasília
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A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) protocolou, nesta sexta-feira (15), uma resposta técnica ao processo aberto pelo governo dos Estados Unidos sobre as supostas “práticas desleais” do comércio brasileiro.
Segundo a defesa enviada pela CNA, foram apresentados dados e fundamentos que demonstram legalidade das políticas e práticas adotadas pelo Brasil.
A investigação dos EUA aborda seis eixos temáticos. Entre eles, práticas anticorrupção e desmatamento ilegal.
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De acordo com o documento, três dos seis eixos apontados pelos norte-americanos (Tarifas Preferenciais, Acesso ao Mercado de Etanol e Desmatamento ilegal) estão em conformidade.
Sobre o etanol, a nota diz que a política tarifária é transparente, não discriminatória e está em conformidade com a OMC (Organização Mundial do Comércio). Já em relação ao desmatamento, a CNA argumentou que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e outras políticas resultaram em reduções nos números.
A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, tanto para compra de insumos quanto para exportações.
“A CNA tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso não só do agro, mas de toda a economia brasileira no comércio internacional justo e baseado em regras claras”, declara Sueme.
A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a abertura da investigação sobre o Brasil no dia 15 de julho.
Segundo a USTR, a medida visa apurar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e controle de desmatamento ilegal são injustificáveis ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio norte-americano.
Uma audiência pública está marcada para 3 de setembro. Como parte do processo, os EUA solicitaram consultas com o governo brasileiro.
Caso a investigação confirme as alegações, o governo dos EUA poderá adotar medidas de retaliação, como novas tarifas ou restrições comerciais.
No último dia 6, entraram em vigor as tarifas de 50% impostas pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros com destino ao país norte-americano.
Perguntas e respostas:
O que a defesa da CNA apresentou?
A defesa enviada pela CNA apresentou dados e fundamentos que demonstram a legalidade das políticas e práticas adotadas pelo Brasil.
Quais eixos temáticos estão sendo investigados pelos EUA?
A investigação dos EUA aborda seis eixos temáticos, incluindo práticas anticorrupção e desmatamento ilegal.
Como a CNA se posiciona em relação aos eixos investigados?
De acordo com o documento da CNA, três dos seis eixos apontados pelos norte-americanos (Tarifas Preferenciais, Acesso ao Mercado de Etanol e Desmatamento ilegal) estão em conformidade com as normas internacionais.
Qual é a posição da CNA sobre a política tarifária do etanol?
A CNA afirma que a política tarifária do etanol é transparente, não discriminatória e está em conformidade com a OMC (Organização Mundial do Comércio).
O que a CNA diz sobre o desmatamento?
A CNA argumenta que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e outras políticas resultaram em reduções nos números de desmatamento.
Qual é a visão da diretora de Relações Internacionais da CNA sobre o agronegócio brasileiro?
A diretora Sueme Mori afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, tanto para compra de insumos quanto para exportações.
O que Sueme Mori declarou sobre a investigação americana?
Sueme declarou que a CNA tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso do agronegócio e de toda a economia brasileira com um comércio internacional justo e baseado em regras claras.
Quando a investigação dos EUA sobre o Brasil foi anunciada?
A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou a abertura da investigação sobre o Brasil no dia 15 de julho.
Qual é o objetivo da investigação da USTR?
A USTR visa apurar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e controle de desmatamento ilegal são injustificáveis ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio norte-americano.
Quando está marcada a audiência pública relacionada à investigação?
Uma audiência pública está marcada para o dia 3 de setembro.
Quais podem ser as consequências se a investigação confirmar as alegações?
Se a investigação confirmar as alegações, o governo dos EUA poderá adotar medidas de retaliação, como novas tarifas ou restrições comerciais.
O que aconteceu em relação às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump?
No último dia 6, entraram em vigor tarifas de 50% impostas pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros com destino ao país norte-americano.
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