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Coaf alerta para impacto de classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA

Segundo Ricardo Saadi, classificação de facções como terroristas exige atenção de bancos e setores regulados no Brasil

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Coaf alerta para possíveis impactos no Brasil devido à classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA.
  • Bancos brasileiros devem estar atentos às exigências de correspondência com bancos americanos.
  • Instituições financeiras já têm obrigação de comunicar operações suspeitas ao Coaf.
  • Divulgação de CPFs de pessoas ligadas às facções pelos EUA facilita o monitoramento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Ricardo Saadi, medida dos EUA pode ampliar alertas no sistema financeiro Andressa Anholete/Agência Senado- 25.11.2025

O presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Ricardo Andrade Saadi, falou em entrevista exclusiva à RECORD, nesta quarta-feira (1º), sobre os impactos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

Segundo Saadi, é importante destacar que a classificação tem efeito jurídico interno nos Estados Unidos, mas pode gerar impactos indiretos no sistema financeiro brasileiro.


“Primeiro, é importante dizer que a classificação dessas organizações como terroristas é uma decisão interna dos Estados Unidos. Portanto, quem precisa respeitar isso para fins jurídicos e procedimentais são as instituições baseadas nos EUA. Mas nós precisamos estar atentos, porque bancos brasileiros mantêm relações de correspondência com bancos americanos, e essa relação depende do cumprimento de determinadas exigências”, afirmou.

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Saadi explicou que instituições financeiras e outros setores já têm obrigação legal de comunicar operações suspeitas ao Coaf, incluindo possíveis movimentações relacionadas ao financiamento do terrorismo.


“Essa já era uma obrigação dos setores regulados, como bancos, imobiliárias e outros. Eles precisam comunicar ao Coaf operações suspeitas que possam envolver lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo. O que pode acontecer agora é um aumento nas comunicações preventivas”, disse.

O presidente do Coaf também destacou que a divulgação, pelos Estados Unidos, da identificação de pessoas ligadas às facções pode facilitar o monitoramento.


“Hoje foram divulgados pelos Estados Unidos os CPFs de cinco pessoas que estariam ligadas a esses grupos. Isso facilita muito o trabalho dos setores obrigados, porque antes a identificação era mais genérica”, afirmou.

Saadi reforçou que o Coaf atua no monitoramento de movimentações financeiras suspeitas e no cruzamento de informações para subsidiar investigações.


“O Coaf faz a fiscalização de lavagem de dinheiro e de atividades financeiras suspeitas. Também atua no monitoramento de possíveis casos de financiamento ao terrorismo e de proliferação de armas de destruição em massa. Os setores obrigados fazem a identificação inicial e repassam as informações ao Coaf, que cruza os dados e comunica os órgãos competentes, como o Ministério Público”, explicou.

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