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Após descoberta no Amapá, Lula diz que empresa de petróleo não sobrevive sem pesquisa

Presidente visitou o navio-sonda da Petrobras e chamou descoberta na Margem Equatorial de ‘passaporte para o futuro’

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Davi Alcolumbre trocam elogios durante visita ao navio-sonda da Petrobras no Amapá.
  • Alcolumbre agradece a Lula por defender a exploração de petróleo na região, associando-a à soberania energética.
  • Lula destaca o avanço de pautas prioritárias no Congresso, mencionando a atuação de Alcolumbre.
  • Os dois líderes retomaram o diálogo político após meses de distanciamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula
Lula defendeu a continuidade dos investimentos da Petrobras em exploração de petróleo Reprodução/X @LulaOficial - 17.08.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (17) que uma empresa de petróleo precisa investir continuamente em pesquisa para garantir sua sobrevivência.

A declaração foi feita durante visita ao navio-sonda da Petrobras que atua na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, dias depois de a estatal anunciar que encontrou petróleo no poço Morpho, na Bacia da foz do Amazonas.


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“Não é possível a gente imaginar que uma empresa de petróleo consiga sobreviver se ela não pesquisar. Tem coisa no mundo que você só sabe se você pesquisar. E pesquisar significa você fazer investimento, um investimento que você não tem certeza se vai dar resultado”, afirmou Lula.

A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos no poço localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.


A perfuração ainda está em andamento e a estatal precisa concluir os trabalhos para avaliar a quantidade de petróleo existente e se a reserva poderá ser explorada comercialmente.

A empresa prevê ainda novas perfurações na região para avaliar o potencial da Margem Equatorial.


Durante o discurso, Lula defendeu a continuidade dos investimentos da Petrobras em exploração e comparou a pesquisa de petróleo a áreas como a produção de vacinas e medicamentos, nas quais os investimentos são feitos sem garantia de resultado.

“Você faz um investimento, você não tem certeza se vai dar resultado. Isso é como produzir uma vacina, é como produzir um remédio qualquer. Você faz um investimento, os professores se reúnem, os doutores confabulam e, às vezes, fica dois, três anos tentando fazer um produto e, quando vão testar, o produto não está certo”, disse.


O presidente também criticou decisões tomadas em governos anteriores de vender ativos da Petrobras, como refinarias e a antiga BR Distribuidora. Lula afirmou que ainda “sonha” em recomprar refinarias privatizadas.

“Eu gostaria de saber o que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR, com a refinaria da Bahia, com a refinaria do Amazonas”, afirmou.

‘Passaporte para o futuro’

Lula voltou a comparar a descoberta no Amapá com a identificação do pré-sal e classificou o petróleo encontrado na região como um possível “passaporte para o futuro” do Brasil.

“Eu vou dizer o que eu disse quando eu vi o pré-sal. Isso aqui pode se chamar passaporte para o futuro desse país”, afirmou.

O presidente, no entanto, disse que a exploração de petróleo deve coexistir com os investimentos em fontes renováveis e biocombustíveis.

Ele afirmou que o Brasil continuará buscando alternativas menos poluentes e negou que a defesa da exploração na Margem Equatorial represente abandono da transição energética.

A exploração da região é alvo de controvérsia devido aos possíveis impactos ambientais.

A Petrobras levou mais de uma década para obter autorização para perfurar na Bacia da foz do Amazonas. O Ibama concedeu a licença em outubro de 2025, após exigir medidas de proteção ambiental e de resposta a eventuais acidentes.

Lula afirmou que o governo tem condições de conciliar a exploração de petróleo com a preservação ambiental e citou o sistema de segurança utilizado pela Petrobras para interromper a perfuração em caso de vazamento.

A Margem Equatorial é considerada uma das principais fronteiras exploratórias da Petrobras.

A estatal busca novas reservas para compensar uma possível queda futura da produção do pré-sal, que hoje concentra a maior parte da produção brasileira. Especialistas avaliam que a descoberta no Amapá é relevante para a reposição das reservas, embora ainda não tenha impacto imediato na produção do país.

Ao defender a exploração, Lula também associou o petróleo à soberania nacional e ao desenvolvimento tecnológico. Segundo o presidente, os recursos gerados pela atividade poderão financiar áreas como educação, saúde, ciência e tecnologia.

“Isso significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade aqui não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, afirmou ao encerrar o discurso.

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