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Comissão de Valores Mobiliários rejeita indicados pelo governo para conselho da Petrobras

CVM considera inelegíveis Pietro Mendes e Sérgio Rezende, indicados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira 

Brasília|Plínio Aguiar, do R7 em Brasília

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Edifício sede da Petrobras, no Rio de Janeiro
Edifício sede da Petrobras, no Rio de Janeiro Fernando Frazão/Agência Brasil - 25.6.2021

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou à Petrobras que Pietro Adamo Sampaio Mendes e Sérgio Machado Rezende, indicados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, são inelegíveis para as vagas do Conselho de Administração da estatal. A decisão final, porém, depende dos acionistas da companhia. Em nota, a Petrobras informou ter recebido o ofício da Superintendência de Relações com Empresas, da CVM.

A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem o objetivo de defender os interesses do investidor, especialmente o acionista minoritário, e o mercado de valores mobiliários em geral, entendido como aquele em que são negociados títulos emitidos pelas empresas para captar, junto ao público, recursos destinados ao financiamento de suas atividades.

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De acordo com a CVM, "considerando as informações disponíveis até o presente momento e em linha com o entendimento do Comitê de Elegibilidade e do Conselho de Administração, concluiu pela ilegibilidade dos candidatos." No entanto, não informa a razão pela qual os dois indicados foram considerados inelegíveis.

Os nomes seriam avaliados durante assembleia geral ordinária, prevista para o dia 27 deste mês. Ambos foram sugeridos pelo governo. Pietro Mendes tinha sido indicado para ocupar a presidência do Conselho de Administração. Sérgio Rezende, ocuparia a função de membro independente.

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A reportagem acionou o Ministério de Minas e Energia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Quem são os indicados considerados inelegíveis pela CVM

Pietro Adamo Sampaio Mendes é servidor de carreira da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), especialista em Regulação do setor, cedido para o Ministério de Minas e Energia. Ele atua há cerca de 16 anos no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

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Mendes tem bacharelado e licenciatura em Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), graduação em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), pós-graduação executiva em Petróleo e Gás pela COPPE-UFRJ, MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutorado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado na Beddie School of Business (Simon Fraser University), no Canadá.

No ministério de Minas e Energia (MME), atua como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e é responsável pela Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, tendo como atribuição a elaboração e coordenação das políticas públicas do setor.

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Sergio Rezende é professor titular (atualmente emérito) do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), desde 1972. Engenheiro Eletrônico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é Mestre em Engenharia Elétrica pela Massachusetts Institute of Technology (MIT) e PhD em Engenharia Elétrica-Ciência dos Materiais, também pelo MIT.

Ele atuou como professor-adjunto de Física da PUC-Rio, professor de Física na Universidade Estadual de Campinas, Professor Visitante na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, e Professor Visitante, no Physik Institut, Universität Zurich. Rezende também foi Co-Fundador e Primeiro Chefe do Departamento de Física e Diretor do Centro de Ciências Exatas da UFPE.

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