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Comissão do Senado aprova projeto que prioriza ações de improbidade administrativa na Justiça

A votação do texto havia sido adiada na sessão anterior, por um pedido de vista feito pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES)

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Plenário do Senado durante sessão em 9 de março
Plenário do Senado durante sessão em 9 de março

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou nesta terça-feira (21) o projeto de lei que prioriza a tramitação na Justiça de ações de improbidade administrativa. A votação do projeto havia sido adiada na sessão anterior, por um pedido de vista feito pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), que alegou não ser possível incluir todos os crimes contra a administração pública às análises prioritárias. O projeto segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Temos 82 crimes contra a administração no Código Penal. Então, apresentamos uma emenda para, efetivamente, nos crimes cuja pena privativa de liberdade seja superior a quatro anos, haver prioridade no processo de julgamento” explicou Contarato.

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Com a emenda, 28 crimes passam a ter prioridade, entre eles os de peculato, concussão, corrupção ativa, corrupção passiva, contrabando, contratação direta ilegal, denunciação caluniosa e golpe de Estado.

Outras decisões

Foi retirado de pauta o projeto que tipifica como atos terroristas as condutas praticadas em nome ou em favor de facções e que altera suas penas. Segundo o presidente da comissão, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), não havia consenso para a votação.

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O autor do projeto, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), destacou, no entanto, a necessidade de fornecer “uma arma legislativa para que a polícia defenda a população” diante do avanço de organizações criminosas que agem “de forma paralela e até acima do Estado, ditando as regras”.

“É importante discutir. Mas, enquanto a gente discute, o meu estado está sofrendo devido a uma facção que se instalou há 20 anos e tem se enraizado por todo o sistema”, disse Valentim, em referência à onda de ataques a prédios públicos e privados por integrantes de facções criminosas no Rio Grande do Norte.

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Na segunda-feira (20), o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou o envio de R$ 100 milhões extras para combater a crise nas forças de segurança do estado.

Durante a sessão, os senadores também aprovaram o convite ao delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem Rodrigues. O objetivo é que ele preste esclarecimentos sobre o uso de um sistema secreto de monitoramento da localização de cidadãos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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“O uso indiscriminado dessa ferramenta levantou questionamentos de membros da

própria Abin, uma vez que pessoas teriam sido monitoradas sem registro e justificativa

oficiais”, justificou o autor do requerimento, Jorge Kajuru (PSB-GO).

A suspeita é que os dados podem ter sido usados para a espionagem de desafetos e adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo dele.

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