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Justiça italiana reverte decisão e anula extradição de Carla Zambelli ao Brasil

Ex-deputada está detida em Roma desde julho, após ter sido alvo de um mandado de prisão internacional expedido a pedido do STF

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Corte de Cassação de Roma negou o pedido de extradição de Carla Zambelli feito pelo Brasil.
  • O ministro do STF, Alexandre de Moraes, solicitou providências para a extradição da ex-deputada.
  • O ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, decidirá sobre a extradição em até 45 dias.
  • Zambelli foi condenada pelo STF por perseguir um homem armado em São Paulo em 2022.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em abril, a justiça italiana havia autorizado a extradição a ex-parlamentar Lula Marques/ Agência Brasil - Arquivo

A Corte de Cassação de Roma, última instância do Judiciário na Itália, negou em decisão definitiva o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro contra a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Em abril, a justiça italiana havia autorizado o envio da ex-parlamentar ao país. Com o novo entendimento, a Corte encerra as possibilidades de transferência por vias administrativas e judiciais ordinárias.


Nesta semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia determinado que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e Segurança Pública adotassem as providências necessárias à efetivação da extradição.

Contudo, a palavra final sobre o caso caberá agora ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Ele tem o prazo de 45 dias para deferir ou negar a extradição. Caso o pedido seja aceito, as autoridades brasileiras terão 20 dias para providenciar o retorno de Zambelli ao país.


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A ex-parlamentar encontra-se detida em uma unidade prisional em Roma desde julho do ano passado, após ter sido alvo de um mandado de prisão internacional expedido a pedido do STF.

No ano passado, a Corte condenou Zambelli por ter perseguido, com uma arma em punho, um homem pelas ruas de São Paulo em 2022.


Fuga para a Itália

A ex-deputada deixou o Brasil em 5 de junho de 2025. Ela viajou primeiro para os Estados Unidos e chegou à Itália, vindo de Miami, no dia seguinte à emissão da sentença do STF com a ordem de sua prisão.

O timing não passou despercebido pelos magistrados italianos. A Corte registrou na decisão que a ex-deputada aproveitou uma janela em que o alerta vermelho da Interpol — a chamada Red Notice — ainda não havia sido inserido nos sistemas de controle dos aeroportos locais. Por isso, ela cruzou a imigração sem ser detectada.

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