Lula apela a Alcolumbre por votação da PEC da Segurança
Presidente disse que o país precisa endurecer o combate ao crime organizado e ampliar a estrutura do sistema prisional
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu, nesta sexta-feira (22), que o Congresso Nacional avance na análise da PEC da Segurança Pública. Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o petista apelou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para dar prioridade à proposta.
“Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente Davi Alcolumbre: coloque para votar a PEC da Segurança, que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança”, afirmou Lula. A proposta, que busca aprimorar a integração dos órgãos de segurança do país, foi aprovada pela Câmara em março e ainda aguarda apreciação do Senado.
O presidente também defendeu maior rigor no combate ao crime organizado e criticou o domínio de facções em determinadas regiões do país. “Eu não consigo aceitar que os bandidos dominem um território. Isso é do povo, e o bandido tem que ser punido e ir para a cadeia”, declarou.
Ao comentar a atuação policial, Lula disse que é necessário equilibrar combate ao crime e respeito às investigações. “A polícia não pode matar antes de investigar. Mas eu sei que os policiais não ganham o salário que deveriam ganhar e que falta capacitação”, afirmou.
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Segundo o presidente, as facções criminosas se transformaram em uma “indústria nacional”, com influência dentro e fora dos presídios. “Do presídio, eles comandam tudo. Eles têm gente dentro da política e do futebol”, disse. Lula também anunciou a construção de 138 novas unidades prisionais nos estados e prometeu endurecer o combate ao tráfico de armas.
Durante a entrevista, o petista relatou, ainda, uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Eu levei quatro documentos para o Trump e disse que não estava apenas falando, mas entregando um documento. Espero que ele leia à noite e não deixe que a burocracia tome o documento dele”, afirmou.
O presidente criticou também a forma como os Estados Unidos enxergam a América Latina no debate sobre narcotráfico.
“Transformaram as facções brasileiras em narcotraficantes. A cara da América Latina para os americanos é droga e tráfico, quando eles deveriam se preocupar mesmo era com os consumidores”, declarou.
Por fim, Lula afirmou que cobrou cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado. “Eu falei para o Trump que precisamos passar para o mundo a responsabilidade de dois Estados democráticos”, concluiu.
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