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Suspeito de integrar núcleo hacker ligado ao esquema do Banco Master é preso em Dubai

Detido, Victor Lima Sedlmaier é suspeito de crimes cibernéticos e ligação com esquema de vigilância do Banco Master

Brasília|Gabriela Milanezi

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Victor Lima Sedlmaier, foragido, foi preso em Dubai durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.
  • Ele fazia parte do núcleo hacker chamado "Os Meninos", envolvido em invasões cibernéticas e intimidações.
  • A organização criminosa tinha uma "polícia paralela", com policiais federais e operadores do jogo do bicho.
  • Após deportação para o Brasil, Sedlmaier foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre os integrantes, estavam indivíduos aposentados e atuantes Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - Arquivo

Foragido desde quinta-feira (14), quando a Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, Victor Lima Sedlmaier foi preso neste sábado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a PF (Polícia Federal), ele integrava o núcleo tecnológico da suposta estrutura paralela de vigilância e intimidação ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com as investigações, Sedlmaier atuava como operador auxiliar do núcleo hacker conhecido como “Os Meninos”, responsável por invasões cibernéticas, derrubada de perfis em redes sociais, monitoramento ilegal e possível destruição ou ocultação de provas digitais.


A PF também aponta que ele prestava serviços técnicos a David Henrique Alves, participou da retirada de equipamentos da residência do investigado após a operação policial e é suspeito de usar documento ideologicamente falso. Os investigadores ainda apuram movimentações de materiais de informática, dinheiro em espécie e o uso de empresas para recebimento indireto de pagamentos.

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As informações constam na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a nova fase da operação na quinta-feira (14).


Segundo a decisão, a organização mantinha uma espécie de “polícia paralela”, dividida em dois núcleos sob coordenação estratégica de Felipe Mourão. Um deles, chamado de “A Turma”, era formado por policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores do jogo do bicho, responsáveis por levantamentos de campo, obtenção de dados sigilosos e intimidações.

Já “Os Meninos” reunia agentes com perfil hacker, encarregados de ações cibernéticas ilegais para proteger interesses ligados ao Banco Master e à família Vorcaro.


Na quinta-feira, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o esquema.

Cooperação internacional

Em nota, a Polícia Federal confirmou a prisão e informou ter acionado “mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos”.


"A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil. O investigado desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, onde teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal", informou.

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