Brasília Coronel que pediu golpe de Estado de Bolsonaro depõe na CPMI do 8 de Janeiro nesta terça

Coronel que pediu golpe de Estado de Bolsonaro depõe na CPMI do 8 de Janeiro nesta terça

Jean Lawand aparece em investigação da PF estimulando o ex-ajudante de ordens a convencer Bolsonaro a 'dar ordens' de golpe

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília

Jean Lawand Júnior, citado em investigações da PF

Jean Lawand Júnior, citado em investigações da PF

Exército/Divulgação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro ouve nesta terça-feira (27) o coronel do Exército Jean Lawand Júnior. Ele é citado em investigações da Polícia Federal por supostamente ter pedido ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, que agisse para que o então presidente desse um golpe de Estado. Em um áudio encontrado no celular de Cid, Lawand dizia que Bolsonaro precisava "dar a ordem" para que os militares pudessem agir.

Lawand vai depor protegido por um habeas corpus concedido pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia que o autoriza a ficar em silêncio e a não responder a perguntas que possam incriminá-lo. Em relação às demais perguntas, o depoente tem o dever de dizer a verdade.

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No material encontrado no celular de Cid, Lawand pede "pelo amor de Deus" ao ajudante de ordens do ex-presidente que faça "alguma coisa", após a derrota no segundo turno da eleição.

'Ele não tem nada a perder'

"Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara", afirmou Lawand Júnior em um áudio a Cid em 1º de dezembro de 2022.

Conversa abordou golpe de Estado
Conversa abordou golpe de Estado PF/Reprodução - 16.6.2023

No dia seguinte, 2 de dezembro de 2022, o coronel encaminhou novas mensagens. Às 8h32, ele escreveu: "Ele tem que dar a ordem, irmão. Não tem como não ser cumprida".

Depoimentos na CPMI

Até o momento, o colegiado ouviu seis pessoas. O primeiro a depor foi o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, por suspeita de direcionar as ações da corporação no Nordeste no segundo turno das eleições, com a intenção de interferir no resultado das eleições.

Em seguida, foram ouvidos três peritos da Polícia Civil que trabalharam no episódio de tentativa de explosão de uma bomba perto do aeroporto de Brasília, além do empresário George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir um caminhão-tanque próximo ao terminal aeroportuário.

Nesta segunda (26), o colegiado colheu o depoimento do coronel Jorge Eduardo Naime, ex-chefe do Departamento Operacional (DOP) da Polícia Militar do Distrito Federal.

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