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De ‘Uberização’ a compartilhamento de dados: STF define pauta de julgamentos para agosto

A primeira sessão de agosto foca em direitos civis, regras tributárias e segurança pública

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF retomará suas atividades em 3 de agosto após o recesso, sob a presidência do ministro Edson Fachin.
  • A pauta de agosto inclui julgamentos sobre regulamentação do trabalho por aplicativos, legalidade dos jogos de azar e isenção tributária para Pessoas com Deficiência.
  • A primeira sessão de agosto focará em direitos civis, regras tributárias e segurança pública, com debates sobre liberdade econômica e de expressão.
  • No meio do mês, a pauta ambiental será destaque, e o fechamento do mês abordará temas que afetam o trabalhador e o mercado de tecnologia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministros vão julgar se restrições aos jogos de azar ferem o princípio constitucional da livre iniciativa Luiz Silveira/STF - 18.06.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou a pauta de julgamentos que abrirá o segundo semestre. Entre os destaques, estão a regulamentação do trabalho por aplicativos, a chamada “uberização”, a legalidade dos jogos de azar e as regras de isenção tributária para PCD (Pessoas com Deficiência).

O tribunal está de recesso e volta a funcionar normalmente em 3 de agosto. A primeira sessão será focada em direitos civis, regras tributárias e segurança pública:


  • Isenção para PCD: O tribunal analisa ações que questionam regras da Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025) sobre a isenção de impostos (alíquota zero de IBS e CBS) na compra de veículos por pessoas com deficiência (PCD) e autistas.
  • Lei Maria da Penha: os ministros vão definir o alcance da lei em casos em que o agressor não possui vínculo familiar, doméstico ou afetivo com a vítima.
  • Funrural: Está prevista a conclusão do julgamento sobre a constitucionalidade da contribuição previdenciária do empregador rural.

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A primeira semana do mês trará debates sobre a liberdade econômica e de expressão:

  • Jogos de Azar: O STF vai decidir se a proibição da exploração de jogos de azar no Brasil fere o princípio constitucional da livre iniciativa.
  • Improbidade Administrativa: A Corte analisa recursos sobre a necessidade de comprovação de dolo, quando há a intenção, para que agentes públicos sejam punidos por improbidade.
  • Capital Estrangeiro na Mídia: Discussão sobre a inclusão de portais de notícias e plataformas de internet nos limites de participação de capital estrangeiro no setor de comunicação.

A pauta ambiental ganha protagonismo no meio do mês, com disputas que opõem o setor produtivo e a preservação:


  • “Moratória da Soja”: Julgamento de liminar do ministro Flávio Dino sobre leis estaduais de Mato Grosso e Rondônia que punem empresas aderentes ao acordo socioambiental que restringe a compra de soja de áreas desmatadas da Amazônia.
  • Lei Geral do Licenciamento Ambiental: análise de um pacote de ações que contestam flexibilizações e mudanças nas regras nacionais de licenciamento (Lei 15.190/2025).
  • Mineração em Terras Indígenas: Análise de uma ação que cobra a regulamentação do direito dos povos indígenas sobre as riquezas minerais em suas terras, com foco no território do povo Cinta Larga.

Entre os dias 19 e 21, o tribunal se debruça em outros casos importantes:

  • Eleições no Rio de Janeiro: retomada do julgamento que definirá se a eleição para o governo fluminense, após a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, deve ser direta, ou seja, pelo voto popular, ou indireta (pela Assembleia Legislativa).
  • Dados de Internet (IP): O Plenário vai decidir sobre a validade do parágrafo 1º do artigo 10 do Marco Civil da Internet. O dispositivo prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial.
  • Investigação: A pauta traz ainda o julgamento de duas ações contra trechos da Lei 12.830/2013, que disciplinam a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia e sua atribuição para requisitar perícias, informações, documentos e dados necessários à apuração dos fatos. O STF analisará se a prerrogativa viola direitos à privacidade, à intimidade, ao sigilo das comunicações e o princípio da separação dos Poderes. 
  • Dados Compartilhados: Também está previsto o julgamento de um recurso que discute o compartilhamento com o MPE (Ministério Público Eleitoral) de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos por meio de convênio firmado entre a Receita Federal e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sem autorização judicial prévia, para apuração de irregularidades em doações eleitorais.

O fechamento do mês será dominado por temas que impactam diretamente o bolso do trabalhador e o mercado de tecnologia:

  • Caso Buser: Análise da constitucionalidade de leis estaduais (como a de Minas Gerais) que restringem o fretamento de ônibus intermediado por aplicativos.
  • Voto de Qualidade no Carf: Retorno do julgamento sobre o desempate em litígios fiscais no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
  • Vínculo de Emprego em Apps: No dia 27, sob relatoria do ministro Edson Fachin, o Plenário julga a existência de vínculo empregatício entre motoristas/entregadores e plataformas digitais. O debate ganha novos contornos após recentes diretrizes e convenções aprovadas pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).
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