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Defensoria pede adiamento de julgamento que pode condenar Eduardo Bolsonaro por coação

DPU argumenta que o caso não deve ser julgado enquanto houver apenas quatro ministros no STF

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Defensoria Pública da União solicitou ao STF o adiamento do julgamento de Eduardo Bolsonaro, marcado para 16 de abril.
  • O pedido se baseia na composição incompleta da Primeira Turma do STF, que está com apenas quatro ministros.
  • A defesa alega que a ausência de um quinto ministro pode impedir a conclusão do julgamento e sugere a convocação de um ministro da Segunda Turma.
  • Eduardo Bolsonaro é acusado de coação e de articular ações com o governo dos EUA, mas a defesa acredita na falta de fundamentação jurídica das acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O parlamentar responde pelo crime de coação no curso do processo Câmara dos Deputados/Arquivo

A DPU (Defensoria Pública da União) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o adiamento do julgamento de uma ação penal que envolve o deputado federal Eduardo Bolsonaro, marcado para a próxima terça-feira (16).

O parlamentar responde pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento será na Primeira Turma.


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A petição, assinada pelo defensor público federal de categoria especial Antonio Ezequiel Inácio Barbosa e direcionada ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, questiona a composição atual da Primeira Turma do STF.

Atualmente, o colegiado conta com apenas quatro dos cinco ministros previstos.


A DPU argumenta que o julgamento não deve ocorrer enquanto a cadeira deixada pelo ministro Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025, permanecer vaga. O desfalque no colegiado já dura cerca de oito meses.

De acordo com o documento, a ausência de um quinto integrante pode travar a conclusão do caso.


Para evitar o impasse, a DPU pede que o julgamento do dia 16 seja adiado e que seja convocado um ministro da Segunda Turma, seguindo o critério de antiguidade previsto no regimento, para completar o quórum de forma prévia.

Caso

Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da União) no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.


A investigação aponta que ele teria articulado com a equipe do presidente dos EUA, Donald Trump, para promover o tarifaço sobre produtos brasileiros, além da suspensão de vistos de integrantes do governo federal e magistrados do STF. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

A defesa do político tem reiterado que as acusações carecem de fundamentação jurídica e aposta na absolvição.

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