Brasília 'Defesa da democracia deveria ser de todos, sem exceção', diz Pacheco

'Defesa da democracia deveria ser de todos, sem exceção', diz Pacheco

Para presidente do Senado, 'é inimaginável pensar que estejamos a defender o Judiciário de ataques sem fundamento'

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Adriano Machado/Reuters - 27.10.2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (12) que é preciso defender a democracia em tempos de atentados nocivos à sociedade brasileira.  A declaração foi dada durante seu discurso na abertura do Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador (BA).

Segundo Pacheco, é preciso haver o fortalecimento das instituições. "É difícil pensar que, em pleno ano de 2022, com todos os problemas que temos no país, ainda precisamos ter a energia necessária para defender a democracia, que já está assimilada na sociedade e que, na verdade, deveria ser uma defesa de todos, sem exceção." 

Para Pacheco, "é inimaginável pensar que a esta altura estejamos a defender o Poder Judiciário de ataques sem fundamento e razoabilidade", que classificou de atentados à sociedade. "Esse ambiente em que estamos hoje de certa instabilidade, de ataques antidemocráticos, de arroubos que parecem populares para determinado grupo, mas, na verdade, são atentados muito nocivos à sociedade brasileira, nós temos obrigação da união, do respeito, da responsabilidade de cada um de nós", afirmou o senador. 

As declarações do presidente do Senado vieram em meio a uma crise entre os Poderes Executivo e Judiciário. Pacheco tem se encontrado com chefes dos outros Poderes, em um momento de grande instabilidade. No início deste mês, ele se reuniu com o presidente do STF, Luiz Fux, em  apoio à Corte após manifestações antidemocráticas que pediam o fechamento do Supremo, ocorridas em 1º de maio. No mês passado, ele se encontrou com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, e defendeu o bom trabalho da Corte.

Nas manifestações antidemocráticas de 1º de maio, o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) participou de um ato no Rio de Janeiro que reuniu apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que protestavam contra o Supremo Tribunal Federal. Silveira foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por tentar impedir o funcionamento das instituições e por coação no curso do processo. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro perdoou totalmente a pena, concedendo a ele o benefício da "graça".

Últimas