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Defesa de Bolsonaro pede para participar de acareações sobre tentativa de golpe

Braga Netto, que está preso no RJ, deverá comparecer pessoalmente à Corte, em Brasília, com equipamento de monitoramento

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Bolsonaro foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes em 10 de junho Ton Molina/STF - 09.06.202

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para participar nesta terça-feira (24) das acareações entre o general Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, e entre o ex-ministro Anderson Torres e o general Marco Antônio Freire Gomes.

Agora, caberá ao relator, ministro Alexandre de Moraes, decidir sobre o pedido apresentado. As acareações serão feitas no âmbito da ação sobre uma tentativa de golpe após as eleições de 2022, na qual Bolsonaro é réu. O advogado do ex-presidente alega que durante o ato “as partes também poderão fazer perguntas aos acareados sobre os pontos discordantes”.

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A acareação de Mauro Cid e Braga Netto será por volta das 10h. Já a de Freire Gomes e Torres ocorrerá às 11h no STF. Braga Netto, que está preso no Rio de Janeiro, deverá comparecer pessoalmente à Corte, em Brasília, com equipamento de monitoramento eletrônico, e retornar à unidade prisional logo depois.

Uma acareação é um ato processual no qual duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente para confrontar as versões que deram em depoimentos anteriores, quando há contradições relevantes entre elas.

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A sessão será fechada, diferente da fase de interrogatórios, quando houve transmissão das falas.

Confrontos de versões

Mauro Cid, que é delator na ação do golpe, alegou que Braga Netto foi responsável por entregar a ele uma quantia em dinheiro dentro de uma embalagem de vinho. Segundo a Polícia Federal, esse valor seria para financiar as ações do Punhal Verde Amarelo, plano elaborado pelo esquadrão de elite do Exército, os chamados “kids pretos”, para assassinar autoridades.

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De acordo com Mauro Cid, ele teria entrado em contato com Braga Netto após o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins de Oliveira pedir para ele R$ 100 mil para custear a ida de manifestantes a Brasília. Braga Netto então teria dito para Cid falar com o PL (Partido Liberal).

“Na minha cabeça, o intuito era para trazer pessoas para manifestações em frente aos quartéis. Falei com o tesoureiro do PL e ele disse que o partido não poderia bancar aquilo”, disse Cid. Foi então que ele voltou a falar com Braga Netto, que teria entregado o dinheiro a ele. Cid, no entanto, afirma que não sabia qual a quantia dentro da embalagem.

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Braga Netto, contudo, nega ter qualquer conhecimento sobre o Punhal Verde Amarelo e ter entregado algum valor a Cid. “Eu não tinha esse dinheiro, eu não tinha contato com o empresário, os empresários. Os empresários estavam mais interessados no presidente Bolsonaro do que em mim”, afirmou. Sobre a operação Punhal Verde Amarelo e Copa 2022, Braga Netto disse que só ouviu “o nome dessas duas operações quando a mídia publicou. Eu nunca tinha ouvido falar nessas duas operações”.

O general está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e tentar obter detalhes dos depoimentos de delação de Cid.

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