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Deputados suspensos por ocupar a Mesa da Câmara recorrem à CCJ para reverter decisão

Em vídeo publicado nas redes, Marcel van Hattem promete ir ‘até as últimas consequências’ para defender os mandatos

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputados Marcel van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão recorrem à CCJ para reverter a suspensão de seus mandatos.
  • A suspensão foi aprovada pelo Conselho de Ética e resultou em punição de dois meses por conduta inadequada na Mesa Diretora.
  • Os deputados alegam cerceamento do direito de defesa e desproporcionalidade da sanção, além de tratamento desigual comparado a casos anteriores.
  • O relator do parecer, Moses Rodrigues, destacou que as ações deles configuram "condutas atentatórias ao decoro parlamentar".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Processo será votado pelo colegiado nesta quarta-feira Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) apresentaram na terça-feira (19) recursos à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara contra a suspensão de seus mandatos aprovada pelo Conselho de Ética da Casa no início do mês.

Eles pedem a anulação do processo e alegam ausência de individualização das condutas na ocupação da Mesa Diretora da Casa, em agosto de 2025; cerceamento do direito de defesa; e desproporcionalidade da sanção aplicada. Os três foram punidos com dois meses de suspensão.


Em vídeo publicado nas redes sociais em que os parlamentares aparecem juntos, Marcel van Hattem promete ir “até as últimas consequências” para defender os mandatos. Ele também se dirigiu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que afirma ter dado aval à suspensão.

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“Dois meses sem representação do meu eleitor gaúcho em Brasília por causa de uma perseguição que está sendo feita na Câmara dos Deputados, primeiro pela esquerda, e com apoio inclusive da Presidência da Câmara. Eu acho um absurdo, eu faço até um apelo ao deputado Hugo Motta, presidente da Câmara: não é momento para isso, superou-se”, disse.


A obstrução da oposição no Congresso durou mais de 30 horas e ocorreu durante uma manifestação contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada preventivamente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após violação de medida cautelar.

Os recursos também argumentam que houve tratamento desigual em relação a episódios anteriores de ocupação do plenário. “Anteriormente, inexistia previsão normativa específica disciplinando a conduta ora utilizada como fundamento para aplicação da penalidade. Admitir a punição do recorrente com base em construção interpretativa posterior significaria permitir verdadeira retroatividade normativa em prejuízo do representado”, diz peça assinada pela defesa de Marcos Pollon.


A representação contra os parlamentares foi apresentada pela própria Mesa Diretora da Câmara. No parecer que recomendou a suspensão, o relator Moses Rodrigues (União-CE) afirmou que os três atuaram para impedir Motta de reassumir a cadeira da Presidência e conduzir a sessão, em atos que configuram, sem dúvida, “condutas atentatórias ao decoro parlamentar”.

O deputado federal Marcos Pollon responde a mais uma representação formulada pela Mesa, ainda em tramitação, que pede a suspensão de seu mandato por 90 dias por declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara durante manifestação em Campo Grande, em agosto do ano passado. Ele foi o último a recuar durante o motim, além de xingar Motta e chamá-lo de “baixinho de 1,60 metro” dias antes.


No parecer, o relator Ricardo Maia (MDB-BA) afirmou que uma suspensão de 60 dias “mostra-se adequada e suficiente, atendendo aos objetivos pedagógicos e disciplinares” do Conselho de Ética. O processo será votado pelo colegiado nesta quarta-feira (20), após adiamento na terça-feira.

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