Economista avalia que adoção da Lei da Reciprocidade ‘não é boa para nenhum dos lados’
Em resposta ao tarifaço norte-americano, o governo brasileiro busca solução na OMC
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo federal acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) contra o novo tarifaço americano contra os produtos brasileiros. O Itamaraty publicou uma nota comunicando o pedido de consultas aos Estados Unidos no âmbito do sistema de “Solução de Controvérsias da OMC”.
O governo brasileiro enfatizou que considera as medidas dos EUA “injustificadas e incompatíveis com obrigações norte-americanas no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1944 e na Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC”.
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O Planalto já havia comunicado que adotaria essa medida diante das tarifas que, segundo a Casa Branca, são decorrentes de investigação sobre trabalho forçado e práticas comerciais que, supostamente, prejudicam a economia norte-americana, como, por exemplo, o Pix. O Planalto quer manter as negociações, mas não descarta adotar a lei da reciprocidade.
Para o economista Fernando Agra, essa é uma decisão válida e importante, e o interesse norte-americano, nesse momento, seria retaliar a instalação do Pix. Segundo ele, as medidas de Trump “não fazem nenhum sentido” e seriam prejudiciais do ponto de vista do comércio internacional. Além disso, a economia internacional tem suas próprias regras, mas os países são soberanos. Portanto, a OMC não possui um poder de determinação ou veto.
Segundo o economista, as negociações são prioridade e devem seguir até que se esgotem, antes que a Lei de Reciprocidade seja adotada. Ele ressalta que, ao adotarmos essa lei, estaríamos impondo tarifas para importações dos Estados Unidos, gerando um “bate-volta”, o que surtiria um efeito negativo na inflação brasileira.
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