Reciprocidade sugerida por Alckmin seria ‘trazer um problema para quem não o tem’, diz economista
Vice-presidente afirmou que o mecanismo busca corrigir distorções na relação comercial com os EUA, e não promover retaliações
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
Na última terça-feira (22), durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com empresários de setores afetados pelas tarifas de Trump, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que a reciprocidade seria uma medida para “corrigir injustiças” cometidas contra o Brasil, e não uma “retaliação”. Nos últimos dias, os empresários brasileiros e associações expressaram um temor sobre possíveis retaliações que poderiam ser adotadas pelo Brasil.
Segundo o economista Ricardo Buso, aplicar uma tarifa de reciprocidade neste momento seria negativo para negociações, e “os Estados Unidos vão querer falar mais alto”. Para os setores afetados pelo tarifaço, a reciprocidade representaria uma prejudicialidade e desproporcionalidade na relação de poderes, frente ao que as exportações brasileiras representam para os EUA.
O economista ressaltou que esse mecanismo causaria uma elevação dos custos para os exportadores, que são dependentes dos insumos norte-americanos. Para ele, seria mais eficiente contar com as reclamações das associações, dos setores lesados e dos clientes estrangeiros.
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