Eleições: TSE analisa nesta segunda regras para uso de inteligência artificial e fake news
Ideia é promover fiscalização rigorosa, em parceria com plataformas digitais, e com informações detalhadas sobre valores e envolvidos
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai definir nesta segunda-feira (2) as regras para uso de inteligência artificial nas eleições presidenciais de 2026. Há previsão de cobrança de até R$ 30 mil como multa em caso de publicação de conteúdos falsos.
Os temas constam na norma que trata sobre propaganda eleitoral e é um ponto de preocupação da Justiça Eleitoral. A ideia é efetuar uma fiscalização rigorosa, em parceria com as plataformas digitais, e com informações detalhadas sobre quem pagou, o valor gasto e o público alcançado com anúncios na internet.
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A Corte começou a analisar as normas que vão orientar o pleito deste ano. Os textos finais ainda não foram divulgados, mas as regras precisam ser aprovadas e publicadas até 5 de março, como determina a Lei das Eleições.
As resoluções em análise envolvem os seguintes temas:
- Ilícitos eleitorais;
- Sistemas eleitorais;
- Calendário eleitoral;
- Pesquisas eleitorais;
- Propaganda eleitoral;
- Prestação de contas;
- Auditoria e fiscalização;
- Registro de candidatura;
- Representações e reclamações;
- Atos gerais do processo eleitoral;
- Cronograma operacional do cadastro eleitoral;
- Consolidação das normas voltadas ao cidadão;
- FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha); e
- Transporte especial de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.
Regras aprovadas
Na última quinta-feira (26), o TSE aprovou sete resoluções. As regras vão orientar as condutas de partidos políticos, candidatas e candidatos, eleitoras e eleitores durante o pleito deste ano, com primeiro turno marcado para 4 de outubro.
Nas eleições, o eleitorado definirá os ocupantes dos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital — no caso do Distrito Federal.
Na sessão do TSE, os ministros aprovaram resoluções sobre pesquisas, sistemas e atos gerais do processo eleitoral, prestação de contas, FEFC, transporte especial de eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e cronograma operacional de cadastro para o pleito.
Pessoas com mobilidade reduzida
Uma das mais importantes é a resolução que garante transporte gratuito a eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida, para deslocamento até os locais de votação. A norma vem na esteira de uma preocupação do TSE com a abstenção, que tem crescido a cada pleito.
Estatísticas do TSE detalham que 1,45 milhão de eleitores têm algum tipo de deficiência ou dificuldade para exercício do voto. O número representa cerca de 1% do eleitorado apto a votar — 155.912.680 pessoas.
Em 2022, o então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso liberou prefeitos a oferecerem transporte público gratuito no segundo turno das eleições gerais daquele ano.
A decisão foi ampliada pelo plenário, em 2023, quando a Corte decidiu que o poder público tem o dever de fornecer transporte aos eleitores em todos os pleitos.
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