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Emenda que autoriza governo a furar o teto de gastos é publicada no Diário Oficial da União

Anúncio foi feito poucas horas após votação no Senado e promulgação da PEC do estouro pelo Congresso Nacional 

Brasília|Do R7, em Brasília

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Senadores promulgam a PEC do estouro no Congresso Nacional
Senadores promulgam a PEC do estouro no Congresso Nacional

O Diário Oficial da União publicou, nesta quinta-feira (22), a emenda constitucional nº 126, que abre espaço no Orçamento de 2023 para bancar os compromissos feitos pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a campanha eleitoral. A publicação foi feita poucas horas após a votação da PEC do estouro pelo Senado Federal e a promulgação da emenda pelo Congresso Nacional. 

A promulgação é o ato que declara a existência da lei e ordena sua execução. Emendas constitucionais são promulgadas pelas Mesas da Câmara e do Senado, em sessão solene do Congresso. Com a publicação, a emenda passa a ser válida. 

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Os senadores já tinham analisado a matéria, que sofreu alterações ao ser aprovada na Câmara. No texto deferido anteriormente pelos senadores, a ampliação do teto valeria por dois anos. No entanto, entre as alterações feitas pelos deputados, o teto de gastos será permitido apenas em 2023. Com isso, a PEC voltou ao Senado, que analisou o texto na noite desta quarta-feira (21) e manteve essa e outras mudanças.

PEC do estouro

A PEC do estouro expande em R$ 145 bilhões o limite do teto de gastos, norma criada em 2016, que atrela o crescimento das despesas da União à inflação do ano anterior. Inicialmente, esse limite era corrigido todos os anos pela variação da inflação acumulada em 12 meses, até junho do ano anterior.

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Em dezembro do ano passado, porém, a regra mudou e passou a ser a inflação de janeiro a dezembro. Para o governo eleito, o teto de gastos limita recursos que poderiam ser aplicados em áreas importantes, como saúde e educação.

A nova medida vai possibilitar a manutenção do valor de R$ 600 do Auxílio Brasil — que voltará a ser chamado de Bolsa Família — e pagar um acréscimo de R$ 150 por criança de até 6 anos das famílias beneficiárias.

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Nova regra fiscal e remanejamento do orçamento secreto

Ainda segundo a emenda constitucional, o governo eleito terá que enviar, até 31 de agosto do ano que vem, uma proposta de regime fiscal para substituir o teto de gastos. O novo programa deve garantir a estabilidade macroeconômica do país e criar condições para o desenvolvimento econômico e social.

O texto da proposta contém, ainda, regras para alocar os recursos do orçamento secreto. Pelo acordo, os recursos serão divididos entre o Executivo e o Legislativo. O remanejamento veio depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar que o orçamento secreto é inconstitucional.

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De acordo com a PEC, dos cerca de R$ 19,4 bilhões que seriam utilizados no orçamento secreto no ano que vem, por volta de R$ 9,55 bilhões serão adicionados às emendas individuais, destinadas a cada um dos deputados e senadores. Esse valor será dividido de forma proporcional ao tamanho das Casas. A Câmara deve receber aproximadamente R$ 6,4 bilhões e o Senado, quase R$ 3,2 bilhões.

Os R$ 9,85 bilhões restantes que seriam destinados ao orçamento secreto no próximo ano ficarão sob responsabilidade do relator do Orçamento. Ele terá de apresentar emendas para ações voltadas à execução de políticas públicas de ministérios do governo federal.

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