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Entenda quais são e como funcionam os principais fundos da Polícia Federal

Responsáveis por financiar operação da PF, eles foram motivo da ‘briga’ entre governo e relator do PL Antifacção

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Desde 2021, a Policial Federal recebe repasses de fundos como o Funad e o Funapol, além dos recursos do Orçamento da União.
  • O PL Antifacção, aprovado pela Câmara, altera o financiamento e compartilha recursos com as polícias estaduais.
  • Em 2024, as forças de segurança dividirão cerca de R$ 2,5 bilhões do fundo, afetando as receitas da PF.
  • A ADPF expressou preocupação com a retirada de recursos do Funapol e pede um debate técnico no Senado sobre o assunto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo governo, projeto de lei Antifacção aprovado pela Câmara na última terça retira recursos da PF Reprodução/PF

Desde 2021, além dos recursos definidos anualmente no Orçamento da União, a Polícia Federal recebe repasses importantes de fundos como o Funad (Fundo Nacional Antidrogas) e o Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal).

Com o projeto de lei Antifacção aprovado pela Câmara na última terça-feira (18), foi definido que o FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) — que atualmente é abastecido com receitas das lotéricas e de emendas parlamentares — irá receber todos os valores dos bens apreendidos de operações policiais contra organizações criminosas.


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Com o objetivo de apoiar projetos na área de segurança pública e prevenir a violência, os recursos do fundo são repartidos entre União, estados, Distrito Federal e municípios, além do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas).

Em 2024, as forças de segurança dividiram cerca de R$ 2,5 bilhões do fundo. A outra parte, R$ 1,428 bilhão, financiou as atividades da Senasp e projetos específicos.


Com a mudança, tanto a Funad quanto a Funapol, que passaram a ser as principais fontes de renda da PF, perderão recursos e tudo o que entrar — com as operações federais e conjuntas — também deverá ser dividido com as polícias estaduais. Esse foi o principal ponto de tensão entre governo, autor do PL Antifacção, e a Câmara nas negociações.

O relator do texto, Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou seis versões do seu parecer, que, entre idas e vindas, foi aprovado por 370 votos a favor contra 110.


Funad e Funapol

O Funad é abastecido com recursos que vêm da venda de itens de apreensões de drogas e dos valores de multas arrecadados durante fiscalizações de combate a entorpecentes.

Em 2019, uma medida provisória definiu que 40% dos recursos fossem enviados às polícias Federal e Rodoviária Federal.


Os valores são usados para financiar operações, como a Carbono Oculto — realizada em 28 de agosto em 10 estados, para combater a infiltração do crime organizado, especialmente o PCC, na economia formal do país.

Já o Funapol, que paga deslocamentos e manutenção de policiais enviados em operações oficiais, teve o repasse à PF ampliado de 30% para 50% em 2021, aprovado por meio de medida provisória no Congresso. O fundo também passou a custear despesas de saúde e indenizações a policiais.

As principais formas de arrecadação do fundo vêm de valores apreendidos, taxas e multas cobradas, além de doações.

De acordo com o Planalto, o projeto aprovado pela Câmara, e que segue para o Senado, asfixia a PF. A ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) também manifestou preocupação com a retirada do Funapol. A entidade pediu que o Senado faça um debate “mais técnico, sem interferências políticas e ideológicas”.

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