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Exército simula defesa cibernética no Brasil às vésperas da eleição

Treinamento com 1.300 pessoas testou a proteção de serviços essenciais, como energia e telecomunicações, contra ataques digitais

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Exército brasileiro coordenou a oitava edição do evento Guardião Cibernético antes das eleições presidenciais.
  • O treinamento envolveu 1,3 mil participantes e 300 organizações, simulando ameaças digitais para proteger serviços essenciais.
  • A iniciativa teve a participação de Forças Armadas, órgãos governamentais e operadores de infraestruturas críticas.
  • Relatórios alertam para possíveis interferências estrangeiras nas eleições brasileiras, destacando a preocupação com a influência dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Medida ocorre após a Abin alertar para risco de interferência estrangeira nas eleições Cb Marcos/CCOMSEx - Arquivo

O Exército brasileiro coordenou a oitava edição do evento Guardião Cibernético às vésperas da eleição presidencial. A ação, que terminou nesta sexta-feira (25), ocorreu em meio a alertas tanto de especialistas quanto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sobre possíveis interferências estrangeiras no pleito brasileiro.

O evento do Exército reuniu 1,3 mil participantes em Brasília e outras seis capitais do país, como São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. A simulação contou com cerca de 300 organizações e representantes de 14 países.

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Simulação de ameaças digitais

Classificado como “um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul”, o encontro simulou ameaças digitais com o objetivo de treinar a cooperação entre instituições públicas e privadas para casos de ataques cibernéticos que possam afetar serviços essenciais à população.

“Durante o exercício, foram reproduzidos cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, permitindo testar procedimentos, aperfeiçoar planos de contingência e identificar soluções para ampliar a resiliência nacional”, explicou o Exército, em nota.

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A iniciativa reuniu, além das Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, finanças, entre outros.

Riscos de ciberataques

Na semana passada, um relatório da Abin alertou para risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.

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Elaborado em agosto deste ano, o documento classifica a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e contextualiza o problema dizendo que “a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump.

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Analistas consultados pela reportagem têm alertado para o risco de ação cibernética dos EUA ou de big techs com objetivo de influenciar as eleições gerais de outubro, o que poderia desestabilizar sistemas informáticos e computacionais.

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No dia 12 de agosto, a Casa Branca publicou memorando prevendo parceria com empresas privadas para ações que envolvem “acesso a tais sistemas de informação sem autorização do proprietário ou operador ou excedendo o acesso autorizado”.

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