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Em decisão, Gilmar Mendes diz que reajuste do Bolsa Família é legal e não fere regras eleitorais

Manifestação ocorre após a AGU pedir ao STF que reconhecesse a legalidade do reajuste anunciado pelo presidente Lula

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes, do STF, decidiu que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família é legal e não fere leis eleitorais.
  • A decisão foi tomada após a AGU pedir ao STF que reconhecesse a legalidade do reajuste anunciado por Lula.
  • O reajuste visa repor perdas com a inflação e não é considerado uma vantagem política ou aumento real.
  • O valor do Bolsa Família subirá de R$ 600 para R$ 691, sem alterar regras de entrada ou ampliar o número de famílias atendidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes
Ministro afirmou que atualização do benefício não é uma vantagem política Gustavo Moreno/STF - 18.8.2026

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família é legal e não viola as leis eleitorais. A atualização foi feita pelo governo federal para repor as perdas com a inflação nos últimos anos.

A manifestação ocorre após a AGU (Advocacia-Geral da União) pedir ao STF que reconhecesse a legalidade do reajuste do programa.


Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que a atualização do benefício não é uma vantagem política nem um aumento real, mas sim o cumprimento de uma ordem judicial para garantir renda básica à população vulnerável.

Segundo o ministro, proibir o cumprimento de decisões da Justiça em ano eleitoral seria um “contrassenso”, já que a medida apenas atende ao que exige a Constituição.


O reajuste de 15,04% foi anunciado na quinta-feira (17) por Lula. O percentual corresponde ao acúmulo da inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

De acordo com o decreto assinado pelo petista, o piso do programa, que hoje é de R$ 600, sobe para R$ 691; e o valor médio — da base do Bolsa Família somada a outros benefícios do próprio programa — sai de R$ 675 para 777.


No documento divulgado nesta sexta-feira (18), Gilmar aponta que o valor serve apenas para recompor o poder de compra (sem aumento real) e não altera as regras de entrada nem amplia o número de famílias atendidas, a medida não fere a legislação das eleições.

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