Setor de reciclagem produz mais em 2025, com mais faturamento e geração de empregos
Produção de resina reciclada pós-consumo chegou a 1,06 milhão de toneladas e faturamento bruto da indústria somou R$ 4,2 bilhões
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O setor de reciclagem registrou em 2025, em comparação com o ano passado, um aumento do faturamento, da produção e da quantidade de empregos gerados. Esse é o segundo ano seguido de recuperação da indústria de reciclagem mecânica de plásticos, depois de um enfraquecimento registrado em 2023.
O faturamento bruto nominal da indústria de reciclagem mecânica alcançou R$ 4,2 bilhões em 2025, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. O número de empregos diretos chegou a 21.013, alta de 4,9% em relação a 2024 e o maior volume de toda a série histórica acompanhada pelo estudo desde 2018, superando inclusive o pico de produção registrado em 2022. A produção de resina reciclada pós-consumo (PCR), por sua vez, alcançou 1,06 milhão de toneladas.
Os dados são do levantamento anual Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026 (ano-base 2025), encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e a Braskem.
Feito pela consultoria MaxiQuim, o estudo monitora os indicadores da reciclagem mecânica no país desde 2018. O estudo calcula os índices de reciclagem e de recuperação de plásticos pós-consumo.
O índice de recuperação, que relaciona o volume de resíduo efetivamente consumido pela indústria recicladora à geração total de resíduos, ficou em 25,3% em 2025. Já o índice de reciclagem, que relaciona a produção de PCR à geração de resíduos, foi de 21,3%. Em 2025, foram geradas 5 milhões de toneladas de resíduos plásticos pós-consumo no Brasil, das quais 1,27 milhão de toneladas foram efetivamente consumidas pela indústria recicladora.
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A importância das embalagens
O estudo cita a importância das embalagens na indústria. Elas representaram 69% do volume total de resíduos consumidos pela indústria, com 1,12 milhão de toneladas com aplicações em caixarias, pallets, embalagens terciárias, peças técnicas e outros. As embalagens rígidas responderam por 49,4% do volume total processado, enquanto as flexíveis representaram 19,7%.
Segundo Solange Stumpf, sócia executiva da MaxiQuim, os dados de 2025 indicam uma recuperação da indústria de reciclagem mecânica, mas também mostram que o crescimento sustentável do setor exige avanços em toda a cadeia.
“A disponibilidade de resíduos com qualidade, a regularidade do fornecimento, a eficiência da coleta e da triagem e a competitividade da resina reciclada diante da matéria-prima virgem são fatores decisivos para reduzir a ociosidade e ampliar a produção. O fortalecimento dos diferentes elos, incluindo cooperativas, catadores, empresas de gestão de resíduos e recicladores, é essencial para dar maior escala e previsibilidade ao mercado de plásticos pós-consumo”, afirma.
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