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Setor de reciclagem produz mais em 2025, com mais faturamento e geração de empregos

Produção de resina reciclada pós-consumo chegou a 1,06 milhão de toneladas e faturamento bruto da indústria somou R$ 4,2 bilhões

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O setor de reciclagem registrou aumento no faturamento e na geração de empregos em 2025, com crescimento de 5,3% no faturamento bruto, totalizando R$ 4,2 bilhões.
  • A produção de resina reciclada pós-consumo atingiu 1,06 milhão de toneladas, e o número de empregos diretos chegou a 21.013, o maior desde 2018.
  • O índice de recuperação de resíduos plásticos pós-consumo foi de 25,3%, enquanto o índice de reciclagem foi de 21,3%, com 5 milhões de toneladas de resíduos gerados em 2025.
  • Embalagens representaram 69% do volume total de resíduos consumidos pela indústria, com destaque para embalagens rígidas e flexíveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Reciclagem de plástico aumentou produção e geração de empregos por dois consecutivos Fernando Frazão/Agência Brasil - arquivo

O setor de reciclagem registrou em 2025, em comparação com o ano passado, um aumento do faturamento, da produção e da quantidade de empregos gerados. Esse é o segundo ano seguido de recuperação da indústria de reciclagem mecânica de plásticos, depois de um enfraquecimento registrado em 2023.

O faturamento bruto nominal da indústria de reciclagem mecânica alcançou R$ 4,2 bilhões em 2025, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. O número de empregos diretos chegou a 21.013, alta de 4,9% em relação a 2024 e o maior volume de toda a série histórica acompanhada pelo estudo desde 2018, superando inclusive o pico de produção registrado em 2022. A produção de resina reciclada pós-consumo (PCR), por sua vez, alcançou 1,06 milhão de toneladas.


Os dados são do levantamento anual Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026 (ano-base 2025), encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e a Braskem.

Feito pela consultoria MaxiQuim, o estudo monitora os indicadores da reciclagem mecânica no país desde 2018. O estudo calcula os índices de reciclagem e de recuperação de plásticos pós-consumo.


O índice de recuperação, que relaciona o volume de resíduo efetivamente consumido pela indústria recicladora à geração total de resíduos, ficou em 25,3% em 2025. Já o índice de reciclagem, que relaciona a produção de PCR à geração de resíduos, foi de 21,3%. Em 2025, foram geradas 5 milhões de toneladas de resíduos plásticos pós-consumo no Brasil, das quais 1,27 milhão de toneladas foram efetivamente consumidas pela indústria recicladora.

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A importância das embalagens

O estudo cita a importância das embalagens na indústria. Elas representaram 69% do volume total de resíduos consumidos pela indústria, com 1,12 milhão de toneladas com aplicações em caixarias, pallets, embalagens terciárias, peças técnicas e outros. As embalagens rígidas responderam por 49,4% do volume total processado, enquanto as flexíveis representaram 19,7%.


Segundo Solange Stumpf, sócia executiva da MaxiQuim, os dados de 2025 indicam uma recuperação da indústria de reciclagem mecânica, mas também mostram que o crescimento sustentável do setor exige avanços em toda a cadeia.

“A disponibilidade de resíduos com qualidade, a regularidade do fornecimento, a eficiência da coleta e da triagem e a competitividade da resina reciclada diante da matéria-prima virgem são fatores decisivos para reduzir a ociosidade e ampliar a produção. O fortalecimento dos diferentes elos, incluindo cooperativas, catadores, empresas de gestão de resíduos e recicladores, é essencial para dar maior escala e previsibilidade ao mercado de plásticos pós-consumo”, afirma.

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